Mesmo passados dias da divulgação da selfie mostrando parte da diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Maringá abraçada ao antes execrado ex-ministro José Dirceu, no aniversário do deputado federal Zeca Dirceu em Cianorte, diretores bolsonaristas da entidade não esqueceram a história, já que antes eles endeusavam nomes da direita.
Para resolver o “problema”, uma sugestão: da próxima vez, para não causar racha entre diretores, troquem a ida ao aniversário por “uma semana de conscientização, com ações positivas, como eventos, workshop, feiras de empregabilidade e empreendedorismo, debates, livres, entre outras ações”, como sugeriram aos vereadores para não aprovarem o feriado do Dia da Consciência Negra.
Os três diretores que entregaram documento da entidade contra o feriado, que deveria existir para resgatar uma dívida social e histórica, estavam nas fotos com os petistas. Que a entidade seja ponderada, mas não exagere, colocando em sua fachada um cartaz do presidente Lula, como fizeram há alguns anos com o hoje senador Sergio Moro (União).
“Escravidão é o assunto mais importante da história brasileira”, disse o também maringaense Laurentino Gomes em 2018, quando foi à África pesquisando sobre a premiada trilogia sobre escravidão; até aquele ano, apenas 1.047 cidades brasileiras tinham o feriado do Dia da Consciência Negra. Ainda bem que temos o mais respeitado escritor sobre o assunto (veja vídeo abaixo, em Alagoas), para compensar a falta de senso de outros.
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