Vem aí a Operação Integrada II?

Operação policial realizada em fevereiro deve ser repetida; Maringá continua insegura

Se alguém ler esse texto e disser que Maringá é segura, precisa de tratamento.
Nos próximos dias uma nova força-tarefa do governo estadual poderá vir para Maringá tentar reduzir os problemas de segurança – como aconteceu em fevereiro desse ano, com a Operação Integrada I.

Naquele mês a Secretaria da Segurança Pública e a Prefeitura de Maringá lançaram a Operação Integrada I, com participação das polícias Civil e Militar, além da Guarda Civil Municipal, para coibir crimes com policiamento ostensivo e preventivo.

A cidade que a época ficou cheia de viaturas e equipes policiais, que logo foram embora sem mudar em nada a realidade da cidade, é a mesma que apresentou as seguintes e recentes ocorrências:

13 de setembro – comerciante de 34 anos foi baleado no pé, na Vila Bosque
16 de setembro – mulher de 25 anos é assassinada a tiros durante assalto no Jardim Paulista
18 de setembro – homem foi esfaqueado em briga em restaurante na Zona 7
18 de setembro – homem de 27 anos ficou gravemente ferido após ser baleado em assalto na Vila Santa Izabel
22 de setembro – corpo de mulher encontrado sem a cabeça em córrego no Jardim Ouro Cola
25 de setembro – homem de 26 anos é encontrado morto próximo da Estrada Guaiapó
25 de setembro – homem gravemente ferido após ser linchado por populares na Vila Guadiana
25 de setembro – homem executado com 30 tiros na frente da família, no Jardim Novo Paulista
27 de setembro – ladrões arrombam e furtam comércios de madrugada na Avenida Tamandaré e na rua Neo Alves Martins
27 de setembro – homem morreu após ser agredido com facadas e pauladas no Jardim Ouro Cola

A par disso, e para enfatizar que segurança ainda é o tema, ao lado da saúde, circula que o sistema milionário de monitoramento com reconhecimento facial implantado em Maringá ainda não está interligado. Em fevereiro o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Hudson Leôncio Teixeira, conheceu a central de monitoramento, considerada uma das mais inteligentes da atualidade, e ouviu o pedido para integração dos dados das polícias Militar e Civil. Na prática, passados 7 meses, continua tudo igual, sem integração.

Para piorar tem o crescente descontentamento na Guarda Municipal, onde armas de calibre 12 (seriam 22 hoje, no total), igualmente adquiridas com recursos públicos, não são autorizadas para uso da tropa.