Mãe de paciente faz abaixo-assinado pela reabertura do Hospital Psiquiátrico 

Maria Helena coletou 26 mil assinatura e as entregou ao chefe de gabinete

A dona de casa Maria Helena Gonçalves está, em suas próprias palavras, “com o coração pesado e cheio de preocupação”. Isso porque a Prefeitura de Maringá decidiu fechar o Hospital Psiquiátrico que, há anos, atendia o seu filho Diogo. O rapaz trava uma batalha contra problemas de saúde mental e psicológica, além de dependência química. 

Como forma de apelo pela reabertura da unidade, Maria Helena está engajando a população de Maringá em um abaixo-assinado. Até agora, a dona de casa reuniu mais de 26 mil assinaturas, que foram entregues, na quarta-feira, à prefeitura. A petição segue aberta aqui, na plataforma Change.org.

“Há tempos, o Hospital Psiquiátrico de Maringá foi uma tábua de salvação para muitas famílias, incluindo a minha”, explica a mãe do Diogo. “Ele oferecia tratamento especializado e atenção necessária para nossos filhos em momentos de extrema fragilidade. No entanto, agora me encontro em uma situação angustiante”, acrescenta, emocionada, a dona de casa.

Maria Helena foi até a Prefeitura de Maringá esperando um encontro com o prefeito Ulisses Maia. Entretanto, foi atendida pelo chefe de gabinete Domingos Trevizan, que recebeu um caderno com as milhares de assinaturas coletadas, de forma online, pela dona de casa. 

Sem opção de outro equipamento como o hospital psiquiátrico, Maria Helena está mantendo o filho em uma clínica em São Paulo. Entretanto, aposentada e portadora de deficiência física, a dona de casa não conseguirá mais arcar com o custo mensal de R$ 1,3 mil.

A expectativa da mãe do Diogo é que a unidade volte a funcionar o mais breve possível. “Nós podemos mostrar aos nossos representantes a grande importância do hospital”, diz. “Cada assinatura representa uma voz que clama por mudança, uma voz que busca soluções e oferece esperança. Através deste abaixo-assinado, estamos não apenas compartilhando nossas histórias pessoais, mas também demonstrando a força de uma comunidade unida”. 

O fechamento – O Hospital Psiquiátrico de Maringá foi fechado em julho do ano passado, devido a problemas com a legislação sanitária. Certificado como unidade de referência em dependência química pelo Ministério da Cidadania, o hospital corre o risco de ser interditado definitivamente. A diretoria da unidade tenta, porém, reverter essa decisão na Justiça. 

Autoridades também reforçam o apelo pela reabertura do equipamento público. Em entrevista à imprensa local, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, disse que o hospital precisa de adequações, mas que não deveria ter sido fechado pela secretaria municipal.

Ontem o vereador Onivaldo Barris (PL) apresentou um requerimento questionando quais medidas o município tem tomado para viabilizar a reabertura.  “A falta do Hospital Psiquiátrico de Maringá tem deixado um vazio em nossas vidas e uma lacuna na rede de cuidados de saúde mental”, aponta Maria Helena. “Nós, mães e pais, familiares e amigos, estamos unidos neste apelo. Pedimos não apenas pela reabertura do Hospital Psiquiátrico de Maringá, mas também por um compromisso real com o financiamento contínuo e sustentável desta instituição vital”, acrescenta a dona de casa no abaixo-assinado. (C/ Assessoiria/Change)

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