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‘Justiça para Alex Maringá’

Biz que ex-atleta pilotava estava com lanternas acesas; em outras duas mortes no trânsito motoristas fugiram

A morte do ex-atleta Alexsandro da Silva Melo, o Alex Maringá, 45, ocorrida dia 31, é objeto de campanha pedindo justiça. Pessoa conhecida e querida em Maringá, participando de equipe de veteranos, ele morreu na rodovia PR-323, entre Paiçandu e Maringá. Sua Honda Biz foi atingida por um Chevrolet Astra; quando o Samu chegou ele já estava em óbito.

Nas redes sociais, sua irmã Thais Melo pede justiça na apuração de responsabilidade pelo acidente, que foi atendido pela Polícia Rodoviária Estadual. Alex Maringá vinha para Maringá quando sua motoneta foi atingida por trás pelo veículo maior. “A defesa do motorista que atingiu meu irmão alega que ele estava com as lanternas apagadas. Fomos verificar em câmeras de segurança em empresas próximas ao local de trabalho do Alex, e não, ele saiu com as lanternas acesas do seu local de trabalho”, escreveu ela.

“Tudo o que queremos é justiça, que as autoridades investiguem e que os culpados paguem pelo o que fizeram com o meu irmão. Aqui, ele deixou esposa, quatro filhos e dois netos, que ele dava a vida para por o pão na mesa, além de muito amor. Deixou também uma mãe, que ele decidiu cuidar depois que o pai faleceu a 9 meses atrás, e duas irmãs. Ele era o irmão mais velho. Ele era a base da nossa família. Também deixou uma legião de amigos que amavam ele”, acrescenta (leia mais).

Este é o terceiro acidente ocorrido em poucos dias em Maringá a chamar a atenção para a imprudência de motoristas no trânsito. No dia 27 à noite, o advogado Danyllo Maia, leiloeiro em Tocantins, cruzou a preferencial com sua caminhonete Pajero e a colisão provocou a morte do motoboy Paulo Sergio Ferreira, 25, na esquina das avenidas 15 de Novembro com Herval, região central de Maringá. O motorista fugiu do local, não prestando socorro, e se apresentou à polícia posteriormente; um transeunte registrou a placa e repassou à polícia. Há alguns anos Maia atuou no leilão de ao menos um imóvel do maringaense Juarez Arantes do Nascimento. Seu carro foi guardado, após o acidente, numa residência da Zona 5. Da mesma forma que aconteceu com Alex Maringá, a família do motoboy pede por justiça.

No mesmo sábado, o vendedor de balas João Vitor Cassere Francisco, 27, estava de bicicleta no Contorno Sul e morreu ao ser atropelado por um automóvel que também não prestou socorro e fugiu do local. Joãozinho, como era conhecida, retornava para casa no Parque Itaipu após vender balas no semáforo. O prefeito Ulisses Maia lamentou a morte de João Vitor, a quem conhecia. “Menino esforçado, lutador, vendia balas na esquina da Americanas, nas feiras e em outros pontos da cidade. Sempre ia me visitar no gabinete. Que triste. Pelo menos consegui realizar alguns sonhos e pedidos dele. Descanse em paz, Joãozinho. Jamais te esquecerei”, postou em rede social.

Foto: Redes sociais

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