Obras em andamento

Parlatório que receberia nome de jornalista pioneiro já não existe mais, assim como o centro de convivência que homenageava ex-deputado federal
As obras do Eixo Monumental Dom Jaime Luiz Coelho continuam cercadas no entorno do paço municipal, e uma rápida olhada confirma o fim do parlatório que dava ares de ágora (praça grega) ao Centro de Convivência Comunitária Renato Celidônio.
O local foi construído na gestão Said Ferreira, após o projeto original do Novo Centro ter gorado. O Centro de Convivência substituiria, em tese, o projeto espaçoso e comunitário no Novo Centro, que passou a ser “picotado” na administração Ricardo Barros. Havia um movimento para se dar ao local (que tinha uma escada, um pequeno palco e era pintado de verde), o nome do jornalista Verdelírio Barbosa, um dos pioneiros da imprensa maringaense.
Com a construção da “avenidona”, como A. A. de Assis apelidou a obra, some também a homenagem a um dos deputados federais mais influentes que Maringá teve, Renato Celidônio, também de família pioneira e um dos poucos paranaenses a integrar o conselho do Instituto Brasileiro do Café (IBC), cujo prédio em Maringá hoje é ocupado pela Receita Federal. Fica na mesma situação do segundo prefeito da cidade, Américo Dias Ferraz, que dava nome à estação rodoviária inaugurada em 1962 e derrubada pelo ex-prefeito Silvio Barros II (PP) em 2010, e hoje não tem seu nome em nenhum próprio público, assim como vários pioneiros, a maioria de desconhecidos que vieram de várias partes do país (basta olhar o obituário publicado diariamente aqui) para construir a Maringá que faz a boa vida de alguns.

O eixo, para lembrar, é basicamente calçamento e está sendo construído por uma empreiteira que foi responsabilizada pela colocação irregular de pisos no terminal urbano de passageiros.
Fotos: MN/Google Street View
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