José Rainha, da FNL, foi à UEM

Ativista (segundo da esq. p/ a dir.) quer estabelecer parceria com a Universidade Estadual de Maringá; sua entidade, a FNL, já fez duas invasões em Paiçandu

O ativista José Rainha, 63, que tem uma ficha considerável (foi preso em 2006 por porte ilegal de arma, em 2015 foi condenado por uma Vara Federal a 31 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e extorsão e ainda foi preso no ano passado acusado de extorsão), esteve em Maringá na segunda-feira e visitou a UEM, onde foi recebido pela vice-reitora Gisele Mendes. Ele estava acompanhado de Luiz Gustavo Maioli, Alairton Vargas, Osvaldo Gomes e Edimara Conceição, representantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade.

A FNL ocupou, em janeiro do ano passado, apartamentos construídos pelo Programa Minha Casa minha Vida em Paiçandu, o Acampamento Dom Helder Câmara, e na mesma cidade, recentemente, uma área que pertence à Rumo (ex-ALL), o Acampamento Paulo Freire. Rainha, que foi um dos nomes mais conhecidos do MST, deixou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em 2014 e fundou a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL).

A reunião foi solicitada por representantes da frente popular, com objetivo de estabelecer parcerias junto à UEM para a realização de ações e melhorias no Acampamento Paulo Freire, onde, segundo a FNL, estão mais de 120 famílias. Na tentativa de prejudicar o PT, adversários têm espalhado que o partido está envolvido com as invasões, o que não é verdade.

Esta não é a primeira vez que Rainha passa por Maringá. Ele esteve aqui de passagem durante a administração Jairo Gianoto.

Durante a visita, a FNL apresentou à Reitoria da UEM as pautas e necessidades do movimento na região de Maringá. Entre as possíveis parcerias, discutiu-se a participação de estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica para a elaboração de projetos de casas populares e obras de infraestrutura no acampamento. O caso está na justiça, que revogou liminar em favor da Rumo até que se decida a questão.

A vice-reitora propôs, ainda, o envolvimento de alunos da área das Ciências Humanas para a realização de atividades educativas e de alfabetização com as crianças do Acampamento Paulo Freire. Conforme as proposições iniciais, as atividades poderiam envolver estudantes extensionistas dos cursos de Pedagogia, Letras e História, entre outros. (C/ASC/UEM)

Foto: DIvulgação/UEM

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