“Alguns pontos importantes”

Mais um capítulo na hostilidade entre os administrativos da prefeitura; confira alegações enviadas por servidores que defendem proposta da administração

Trechos de mensagem anônima enviada pelo que seria um grupo de servidores administrativos da Prefeitura de Maringá, em mais um capítulo da verdadeira animosidade que conseguiram (quem será?) instalar em parte do funcionalismo público local, esclarece “alguns pontos importantes”. Seguem:

“Diferenças entre cargos: Auxiliares e assistentes administrativos: funções distintas e concursos separados. A justiça já reconheceu estas diferenças em diversas decisões.

Isonomia: Defendemos a igualdade de vencimentos para todos os cargos administrativos, como auxiliares, agentes e assistentes junto ao nível de assessores administrativos. Isso seria isonomia e equiparação sendo que todos fazem a mesma função. Proporcionalidade: caso a isonomia não seja possível, buscamos a correção das distorções salariais existentes, reconhecendo as diferenças entre as funções. Impacto da luta: Prejuízo a outras categorias: jamais foi nosso objetivo prejudicar outros servidores. A luta pela equiparação visa corrigir uma disparidade histórica, sem afetar o reconhecimento de outras carreiras.

Já uma servidora, que pediu anonimato, encaminhou as seguintes considerações:

“Quando foi implantado o plano de carreira (2014), os auxiliares e os agentes que possuem as mesmas qualificações já foram equiparados, sendo que os auxiliares na época tiveram um aumento salarial de praticamente R$ 500,00. O que acontece, nesse caso é que os assistentes administrativos foram contratados com qualificação diferente – ensino superior incompleto. Era uma necessidade da administração em ocupar lugares estratégicos pois muitos administrativos naquela época não tinham sequer informática básica (os mais antigos até hoje não têm); e os assessores administrativos possuem ensino superior completo. Portanto, não há que se falar em equiparação salarial, pois são servidores enquadrados em níveis e com qualificação completamente distinta.

“Eu não vou me ater ao que foi prometido em campanha, porque isso não me compete, mas sou assistente administrativo e só estou comentando porque a sua matéria desqualifica a luta dos assistentes administrativos que estão desde a implantação do plano de carreira tentando elevar o nível porque na época não tivemos sequer um centavo de aumento e durante todos esses anos apenas o% de inflação e olha lá, já que na pandemia houve alguns congelamentos. Os cargos de assessores e assistentes foram extintos sendo que há no município hoje pouco mais de 70 assistentes e 20 assessores, com formação superior (exigida em concurso)”.