Polícia investiga descarte de lixo infectante no aterro sanitário de Maringá

Inquérito da Polícia Civil investiga denúncia de descarte ilegal de lixo hospitalar e animais mortos em pontos do aterro sanitário de Maringá

A suspeita de descarte irregular no aterro sanitário de Maringá, que teria sido feito pela Servioeste, virou inquérito na Polícia Civil. A RICTV divulgou esta semana imagens que mostram descarte de lixo hospitalar e de animais mortos no local sem o devido tratamento, o que pode configurar crime ambiental. O aterro

De acordo com a prefeitura, o aterro sanitário privado (adquirido pela Versa Engenharia Ambiental Ltda., de Joinville (SC) e a empresa são licenciados pelo Instituto Água e Terra, vinculado ao governo do estado, que deve participar da investigação. O município informou que acionará o fiscal do contrato para avaliar o caso. A empresa foi notificada.

O aterro por conta de licença ambiental não poderia receber este tipo de lixo, que possui alto risco de contaminação. A Versa adquiriu a antiga Pedreira Ingá, em processo considerado incomum (o contrato com a vencedora da licitação foi mantido, quando técnicos defendiam uma nova concorrência), na época autorizado pelo então secretário de Limpeza Urbana, Paulo Gustavo Ribas.

A Servioeste Maringá, localizada na estrada Pinguim, é filial do grupo sediado em Santa Catarina (Chapecó) e especializada na coleta, transporte, tratamento e disposição e destinação final de resíduos de saúde, industriais, aeroportuários e sólidos urbanos. A reportagem entrou em contato com a empresa, que não encaminhou resposta.

Foto: Reprodução