Ícone do site Angelo Rigon

Embargo no final da pista do aeroporto

No final de semana circulou que seria o aterro de Paiçandu teria sido embargado, o que não procede. No entanto, uma área degradada, próximo ao Aeroporto Regional de Maringá e ao ribeirão Paiçandu, teve suspensas as atividades de recebimento de resíduos

A poucos metros do final da pista do Aeroporto Regional Silvio Name Junior de Maringá uma empresa que tinha autorização para a realização de terraplenagem em extensa área degradada foi proibida de receber resíduos de material de construção. O Instituto Ambiental de Maringá fez várias notificações e há cerca de duas semanas o local foi embargado; o Instituto Água e Terra foi notificado, mas o escritório regional só informa a imprensa mediante fornecimento de protocolo ou nome do empreendimento.

Pelas imagens do Google Earth é possível verificar que o local, com acesso pela Estrada Patu, vinha recebendo caçambas de diversas empresas de coleta, mas fiscalização constatou que a autorização ambiental (concedida pelo IAT) era somente para terraplenagem, usando determinados tipos de resíduos sólidos, e consta que outros materiais também eram ali depositados. A legislação não permite que determinadas atividades sejam realizadas nas proximidades de aeroportos. O local é próximo ao ribeirão Paiçandu, e haveria o risco de contaminação.

Apesar de estar localizado em Maringá, o terreno é conhecido por muitos como sendo de Paiçandu, o que não procede. O aterro da vizinha cidade está legal e funcionando dentro das normas. A reportagem tentou contato com a empresa, sem sucesso.

Imagem do Google Street View mostra a movimentação em setembro do ano passado
Sair da versão mobile