Fumaça no tombamento da chaminé

Parte da memória coletiva de Maringá que foi tombada esta semana está localizada em área de litígio; os supostos proprietários notificados não constam da matrícula do imóvel
A administração municipal tombou esta semana, através do decreto 385/2024, a chaminé das antigas instalações da Sanbra, localizada na avenida Colombo com avenida Reitor Rodolfo Purpur. Houve a aprovação da Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, a mesma que autorizou a desfiguração do projeto de José Augusto Belucci na praça Napoleão Moreira da Silva. Desta vez, porém, o caso deve parar na justiça.
A chaminé tombada está num terreno alvo de disputa judicial e os dois litigantes teriam sido notificados, de acordo com o gerente de Patrimônio Histórico, Edson Luiz Pereira, que não quis informar os nomes dos notificados. Levantou-se, porém, que os notificados não constam da matrícula. Um dos que disputam a posse do terreno é de Cianorte e seria ligado a um político de Maringá. Há a suspeita de que o tombamento faria parte de uma estratégia a ser usada na disputa.

A chaminé da Sanbra, que marcou a história econômica de Maringá e fica na avenida Rodolfo Purpur (antiga Monlevade), merece ser tombada, mas o mesmo não aconteceu com o portal de entrada, que fica na avenida Colombo, e também é um símbolo que merecia ser tombado. Os desdobramentos da disputa serão tema de uma reportagem especial na próxima semana.
Fotos: Google Street View
*/ ?>
