Questionamentos

Envolvimento com política provoca discussão sobre transparência de entidade criada há quase 4 anos para atuar como casa de apoio ao Hospital da Criança de Maringá
A imagem da Associação dos Amigos do Hospital da Criança de Maringá estaria em risco, a se julgar pelos questionamentos que começam a ser feitos sobre o eventual uso político da entidade, presidida por uma recém filiada ao Partido Liberal que, conforme os bastidores políticos, poderia ser candidata a cargo eletivo em outubro. A recente viagem ao Japão, onde foi usado o nome da UEM, e uma possibilidade de assumir como secretária municipal na atual administração, só coloca pimenta no assunto, abordado hoje do RCC News, assim como a informação de que, para o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, o hospital está funcionando e “sempre aberto”.
A diretoria de fato da AMIHC aprovou a viagem? Não está na hora de ser mais transparente e disponibilizar a prestação de contas, se são todas elas feitas à entidade? São apenas duas das cobranças feitas por empresário que ajudou a iniciativa. O tema vem se tornando incômodo para alguns e teme-se que possa vir a comprometer o projeto de uma grande casa de apoio para familiares de crianças que virão a ser tratadas no hospital, que foi anunciado em 2017 e deveria estar pronto em novembro de 2018.
Consta que a atual presidente (a primeira foi Gabriela Camargo Leal Santos, que se afastou para tratamento de saúde e cujo retorno ao cargo é aguardado por voluntários), Josyane Mansano, busca lançar a pedra fundamental do prédio da casa de apoio quando o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) vier à Expoingá. O projeto está estimado em R$ 8 milhões.
O edital da concessão de uso para exploração do Complexo do Hospital da Criança Irmã Calista, no entanto, não faz menção à abrangência do atendimento, que teria sido revisto, restringindo-se à região norte/noroeste. A sessão pública de abertura dos envelopes está marcada para as 14h de 29 de maio, e quem vencer a proposta estimada de R$ 18.366.547,17 poderá utilizar 60% para pacientes oriundos da rede pública e 40% das instalações para atendimento a pacientes da rede privada.
Para a prestação dos serviços hospitalares, a licitante deve apresentar o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área da Saúde (Cebas), experiência 3 anos na gestão de hospitais para crianças e adolescentes “com, no mínimo 90 leitos, sendo 20 leitos de UTI pediátrica ou neonatal”. e comprovação de especialidades: oncologia pediátrica, unidade de assistência e centro de referência em alta complexidade cardiovascular, cirurgia cardiovascular e procedimentos em cardiologia intervencionista, cirurgia cardiovascular pediátrica, unidade de assistência e centro de referência de alta complexidade em neurologia/neurocirurgia, unidade de assistência e centro de referência de alta complexidade em traumato-ortopedia e transplantes abarcados pelos códigos CNES.
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