A diferença dos valores de uma PPP

Em Porto Alegre, hospital infantil municipal realiza PPP de R$ 605 milhões por 20 anos; em Campo Mourão, a PPP do lixo por 30 anos custará R$ 1 bilhão
O jornal O Sul informou ontem que os vereadores de Porto Alegre (RS) aprovaram projeto da lei que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo de R$ 300 milhões junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul para construção do novo Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. Estudos, projetos e modelagem econômico-financeira do futuro hospital já estão disponíveis para consulta e audiência públicas. O próximo passo é a análise e aprovação pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, devido ao formato de parceria público-privada (PPP) para os serviços não assistenciais.
O projeto para a edificação do hospital prevê um aumento significativo na complexidade da estrutura, ampliando a área em 97% para um total de 33 mil metros quadrados. O investimento previsto é de R$ 605 milhões. O município deverá aplicar R$ 300 milhões até 2026, por meio de financiamento, na construção do prédio e na compra de equipamentos. O aporte inicial do parceiro privado será de R$ 148 milhões. O investimento privado será pago pelo poder concedente dentro da contraprestação mensal, que neste caso é composta pelo custo operacional (opex) mais o pagamento do financiamento, totalizando R$ 10,2 milhões. O investimento total, em 20 anos, será de R$ 605 milhões.
A notícia é mais uma que ajuda a não entender o que acontece em Campo Mourão, onde a administração também realiza a PPP do lixo, que assusta pelo valor, pelo prazo de 30 anos. Para um hospital infantil na capital gaúcha a PPP é de R$ 605 milhões; para o lixo mourãoense, R$ 1 bilhão.
Foto: Divulgação
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