Quase dois meses depois de decreto, Marialva inicia racionamento de água
Estado de emergência hídrica deveria ter entrado em vigor em 16 de agosto, o que efetivamente acontecer 4 dias após as eleições municipais
Em Marialva, conta reportagem da RPC, teve início hoje o racionamento de água, diariamente das 6h às 12h, devido à crise hídrica. O decreto que declarou situação de emergência naquele município da microrregião de Maringá foi assinado pelo prefeito Victor Martini (PP) em 16 de agosto, ou seja, 1 mês, 3 semanas e 3 dias depois da data em que foi publicado e deveria entrar em vigor.
O racionamento decretado há 55 dias entrou em vigor, no entanto, somente 4 dias depois das eleições municipais. O decreto declarava 8848/2024 prevê a situação emergencial no consumo de água pelos maringaenses por um período de 90 dias – aí, incluídos os 51 dias nos quais o racionamento não foi aplicado, antes das eleições municipais, ocorridas domingo.
O Serviço de Água e Esgoto de Marialva (Saema), comandado por João Vitor Pimentel, recebeu recentemente multa de mais de R$ 1 milhão por lançar efluente líquido de forma irregular no ribeirão Sarandi, foi autorizado pelo decreto para coordenar a mobilização nas “ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução”.
O decreto de situação de emergência, que deveria ter vigorado desde 16 de agosto, foi justificado pela redução do volume de água disponível para captação humana e dessedentação de animais. O artigo 5º é claro: “Fica declarado o racionamento em todo o território do município de Marialva, diariamente, o qual poderá ocorrer por até 6 (seis) horas diárias (sic), durante a vigência do estado de emergência, sendo que os locais e dias serão previamente divulgados através do site da Prefeitura Municipal, www.marialva.pr.gov.br, bem como redes sociais”. No entanto, não há nada sobre os locais a serem atingidos no site da prefeitura, a não ser a notícia do decreto, 55 dias atrás. Confira o decreto aqui.
*/ ?>
