Saia justíssima

Veto ao aumento da remuneração de prefeito, vice, secretários e vereadores cria “saia justa” em final de mandato; a base do atual prefeito votou a favor.

A decisão do prefeito Ulisses Maia (PSD) de vetar o aumento da remuneração do prefeito e vice eleitos, secretários e dos vereadores deixou Silvio Barros II (PP) numa saia justa raramente vistas na política local. O Legislativo, faltando poucos dias para o fim da legislatura, dificilmente vai se reunir extraordinariamente para derrubar o veto. Mas, se isso acontecer, como dizem o Posto Ipiranga defender, teremos vereadores não “queimados” junto à população, mas sim “torrados”.

A decisão, que tem sido elogiada nas redes sociais, veio no final de mandato; antes, o prefeito não tinha se manifestado a respeito da proposta apresentada pela Comissão de Finanças e Orçamento. No entanto, boa parte de sua base no Legislativo votou favoravelmente, nem houve orientação da liderança para votar contra o projeto. Durante seu mandato Ulisses Maia vetou pouquíssimos projetos vindos do Legislativo.

Para um analista político, o episódio mostra mais: que o futuro prefeito deve ter coragem de implementar as medidas que acha justas em seu mandato, e não forçar decisões polêmicas em sessões extraordinárias de mandato alheio. “Isso é uma amostra do que vai acontecer nos próximos 4 anos. Toda vez que tiver um projeto polêmico ele irá viajar para a China, e a bucha vai ficar para a coitada da Sandra Jacovós”, prevê o observador.

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