Por enquanto, nada de reajuste

“Imoral” foi a palavra de ordem de quem foi protestar na sessão da Câmara
E a votação do único item da sessão extraordinária da Câmara de Maringá acabou não acontecendo. Motivo simples: o veto do prefeito, anunciado no final de semana, não foi publicado no Diário Oficial do Município. Qualquer ato administrativo do poder público só tem validade com a publicação no DOM.
O presidente do Legislativo, Mario Hossokawa (PP), foi quem informou da falta de publicação, numa votação que deixaria muita gente de saia justa: o veto foi ao projeto que aumentou os vencimentos do prefeito e dos 23 vereadores eleitos e dos futuros secretários municipais. O ex-presidente do PT municipal, Renato Bariani, segurava um cartaz escrito “Imoral” ao lado de outros petistas; a palavra de ordem foi gritada pelo público. O vereador Mario Verri (PT), vice-presidente da Câmara, havia votado a favor do reajuste nas duas sessões extraordinárias anteriores.
Hoje, portanto, vale o veto do chefe do Executivo ao projeto, que elevaria de R$ 33,9 mil para R$ 37,5 mil a remuneração do prefeito e de R$ 11.260,28 para R$ 16.788,65 o dos vereadores, escalonado até atingir R$ 19.995,55 em 2028. Secretários e vice-prefeita ganhariam R$ 19.887,83 ao invés dos atuais R$ 7.998,05.
“O Ulisses [Maia] conseguiu dar um tapa na cara da futura administração – que solicitou o reajuste – e desgastar o Legislativo”, comentou especialista. No entanto, a não votação faz muita gente suspirar aliviado. A publicação do veto deu-se hoje, na edição 4.499 do DOM. Há quem acredite que o aumento possa ser votado amanhã, último dia de 2024, ponto facultativo para o funcionalismo, o que aumentará ainda mais a tensão, já que os servidores públicos municipais lutarão pelo mesmo reajuste, em março.
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