Isto é empreendedorismo estatal?

Enquanto cresce revolta da população, Câmara pensa em usar anexo para abrigar novos assessores, pois não tem onde colocar tanta gente nem no prédio atual, que está sendo ampliado

Tem aumentado a pressão sobre os vereadores maringaenses por conta da criação de mais um cargo de assessor para cada vereador. Não há motivo que justifique os gastos a mais. Na periferia da cidade, em conversas nas igrejas, associações, sindicatos e distritos, os vereadores que votaram a favor estão sendo “moídos” por críticas.

No meio desses, há os que iriam votar contra a criação de mais um cargo por gabinete e arregaram, ao menos um por conta de pressão bem externa. O desplante da criação de 25 cargos no Legislativo, no entanto, está sendo levado para coisa corriqueira, tanto que a presidente da casa, Majô (PP), admitiu continuar alugando o anexo ao lado mesmo depois da ampliação do prédio ficar pronta, possivelmente em novembro.

O chamado anexo seria apenas para contemplar parte dos novos assessores, já que os atuais gabinetes não foram planejados para cinco deles e mais um vereado. Simplesmente inchou-se a máquina legislativa a tal ponto que será preciso arranjar mais despesas além das mesas, cadeiras, computadores, açúcar, café e direitos trabalhistas. Será preciso renovar ad eternum o prédio ao lado, que abrigava um cartório até tempos atrás. Resta ao contribuinte aguardar que o Ministério Público aponte as incoerências: basta comparar a estrutura funcional do Legislativo com a época em que ele abrigava 21 vereadores e fazer as constas.

Foto Marquinhos Oliveira/CMM