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“Muito trabalho… mas só meio período?”

Afinal, quem manda na Câmara: a presidente eleita ou os padrinhos políticos nos bastidores?

A presidente da Câmara de Maringá, vereadora Majô, vem justificando com frequência o aumento expressivo de cargos comissionados sob o argumento de que há “trabalho demais”. Aparentemente, a estrutura da Casa não dá conta da demanda, segundo ela. Mas há algo que não fecha nessa conta — e quem aponta essa incoerência é o Blog do Rigon.

A pergunta é direta, simples, mas profundamente desconfortável: se existe tanto trabalho, por que o diretor-geral da Câmara está cumprindo apenas meio período?

Será que a sobrecarga é seletiva? Serve de justificativa para criar cargos, mas não para exigir jornada completa dos principais responsáveis pela engrenagem administrativa? Isso não faz sentido. Se o volume de trabalho é tão alto quanto a presidente afirma, não seria mais coerente que o diretor estivesse atuando em tempo integral?

Ou existe algo por trás dessa escolha? A manutenção desse cargo em meio período é fruto de conveniência? Medo de contrariar quem indicou o nome? Afinal, quem manda na Câmara: a presidente eleita ou os padrinhos políticos nos bastidores?

Essas perguntas, até agora, seguem sem resposta. Enquanto isso, a máquina pública segue inflada com mais cargos e menos diálogo. A presidente, que deveria liderar com equilíbrio e transparência, opta por caminhar com arrogância e teimosia, fechando os ouvidos para críticas legítimas.

Um bom político reconhece erros. Um líder de verdade ouve, articula, ajusta. O que não dá mais para aceitar é a repetição do velho roteiro: inchaço de cargos, justificativas frágeis e um silêncio que grita.

Maringá merece respostas. E merece respeito.

Imagem criada por IA

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