Alegações finais

Defesa da vereadora do Partido Novo reitera pedido para sua não cassação nas alegações entregues ao presidente da Comissão Processante, William Gentil (foto)

A defesa da vereadora Cristianne Costa Lauer (Novo) apresentou ontem as alegações finais ao presidente da Comissão Processante da Câmara Municipal. Em 22 páginas ela faz alegações para desconstruir o processo, iniciado com representação feita pelo advogado Kim Rafael Serena Antunes, depois que a vereadora do Partido Novo ter sido condenada por improbidade administrativa (enriquecimento ilícito) pelo juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública, em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

O ex-presidente Mario Hossokawa (PP) é citado nas considerações finais, desta vez sem tom negativo – ele é um dos alvos preferidos dela. É lembrado por ter arquivado processo com teor semelhante, em 2024, só que na época sem a sentença condenatória. A defesa da vereadora, acusada de queda de decoro parlamentar, reproduz trechos das oitivas feitas pela CP, presidida pelo vereador William Gentil (PP). O advogado Bruno Di Lascio, ex-chefe de gabinete que recebia para atuar em ações particulares de Cristianne, não foi listado pela vereadora para ser ouvido. Ela alegou que a prática é disseminada entre os vereadores.

Ao final, alegando “o vício formal e material insanável da denúncia inaugural, baseada em fatos manifestamente falsos e inverídico”, “a prática corriqueira, reiterada e amplamente disseminada entre diversos vereadores da mesma legislatura da conduta imputada à vereadora, evidenciando ausência de exclusividade e violação ao princípio da isonomia”, pede-se a rejeição das acusações e que a representação seja julgada improcedente. A defesa coloca em dúvida o áudio anexado ao processo – em que ela admite a irregularidade ao conversar com o ex-assessor -, frisando “a total insuficiência e imprestabilidade do áudio apresentado como prova, mque carece de cadeia de custódia, perícia técnica e validação quanto à autenticidade e integridade, violando os princípios da segurança jurídico”, assim como levanta dúvida sobre a quebra de decoro em vídeos gravados costumeiramente pela vereadora do Partido Novo nas redes sociais.

Foto: Marquinhos Oliveira/CMM