SRM: em busca de conciliação

Reunião nesta tarde na 2ª Vara Cível pode evitar intervenção judicial na Sociedade Rural de Maringá; processo eleitoral teria várias irregularidades
Está marcada para as 14h de hoje, na sala de audiências da 2ª Vara Cível, uma reunião com representantes das duas chapas que disputariam a eleição em agosto e que acabou adiada. Foram convidados os autores movida contra a atual direção da Sociedade Rural de Maringá, o presidente da comissão eleitoral e diretores da entidade. Ex-presidentes e “quem mais tiver vínculo com a SRM e quiser participar”.
O encontro foi proposto pelo juiz Airton Vargas da Silva e um possível acordo entre as duas chapas que disputam o comando da entidade pode evitar a nomeação de uma junta formada por três administradores judiciais na SRM. A intervenção seria algo inédito na SRM.
A reunião é uma tentativa de obter-se a conciliação que leve à formação de uma chapa única de consenso. Integrantes da chapa “Rural Raiz” ingressaram na justiça com pedido de liminar em que pedem a impugnação da chapa da situação, “Rural: um legado para gerações”. Entre as irregularidades apontadas estaria o fato de a chapa situacionista ter sido inscrita fora do prazo.
A ação foi ajuizada no final de agosto por Carlos Henrique Pinto, Daoud Nasser, Alcides Göelzer de Araújo Vargas e Pinto e Francisco Eduardo Pires Martins contra a Sociedade Rural de Maringá e Angelo João Jacomel, presidente da comissão eleitoral. A eleição deveria ter ocorrido no mês passado, mas houve adiamento para este mês; em 31 de agosto terminou o mandato da antiga diretoria e a prorrogação do mandato por decisão própria.
Há dúvidas, por exemplo, em relação à admissão recente de dezenas de associados eleitores, sem que a ficha de inscrição tivesse sido abonada por dois associados e sem que a inscrição fosse aprovada pela diretoria executiva.
Foram apontados na ação, ainda, que a chapa situacionista abriga como candidata a diretoria a atual presidente da SRM, Maia Iraclézia de Araújo. A comissão eleitoral tem como integrante o filho da atual 2ª vice-presidente e também integrante da chapa “Rural: Um legado para gerações”. A chapa que defende a alternância de poder ainda teve grandes dificuldades para acesso à relação de associados, o que foi autorizado mediante liminar judicial às vésperas do pleito, que acabou adiado.
Formalizou-se o pedido de suspensão de ato da comissão eleitoral que cancelou a eleição marcada para o dia 12 de agosto, a suspensão de um novo edital de convocação publicado dia 19 e intimação da comissão eleitoral para que apresente justificativa de indeferimento das candidaturas de Carlos Henrique Pinto e Daoud Nasser. Em caso de negativa ou ausência de justificativa, a chapa “Rural Raiz” seria declarada a única apta a concorrer na eleição.
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