HCM renova contrato por mais 1 ano

Durante primeiro ano de funcionamento, gestora informou que o hospital realizou mais de 40 mil atendimentos; renovação contratual supera R$ 45 milhões

O Hospital da Criança de Maringá, que celebrou nesta manhã o primeiro ano de funcionamento, realizou neste período mais de 40 mil procedimentos, entre exames, consultas e cirurgias. Não foi detalhado o número de procedimentos relacionados exclusivamente à oncologia infantil, cujos serviços começaram em julho.

De acordo com o divulgado pela prefeitura foram mais 8 mil exames de imagem, 12,3 mil consultas ambulatoriais, 11 mil exames laboratoriais, 1,8 mil cirurgias e 3 mil internações. Os resultados alcançados no primeiro ano representam 33% da capacidade total do hospital — 23% acima do que havia sido projetado para este período. O hospital tem como gestora a Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil, de Salvador, que assinou a renovação do contrato anual, avaliado em R$ 45,2 milhões. O hospital foi anunciado no final de 2017, começou a ser viabilizado em fevereiro de 2018 e começou a funcionar em 16 de setembro do ano passado.

O superintendente da Liga Álvaro Bahia, Carlos Emanuel Melo, disse que em 2026 “estaremos focados em crescer, consolidar a oncologia e as cirurgias que vêm sendo feitas, aumentando a complexidade. Além disso, é bem provável que sejam abertos novos leitos de UTI.” A fala contrasta com a entrevista que ele concedeu semana passada ao site Metropole Mais, de Salvador, quando ele confirmou que o principal hospital da entidade, o Martagão Gesteira, que vinha acumulando prejuízos anuais de R$ 6 bilhões, teve um déficit de R$ 24 milhões em 2024.

O Hospital Martagão Gesteira é um dos principais nomes em atendimento pediátrico no estado da Bahia, confirma o site. Somente em 2024, foi responsável por mais de 66,7% das cirurgias oncológicas em crianças e adolescentes, além de manter mais de 189 leitos e realizar cerca de 500 mil atendimentos em áreas como cardiopatias, câncer e doenças neurológicas infantis. Ainda assim, Emmanuel destaca que o financiamento do Sistema Único de Saúde não dá conta da demanda. Além disso, a falta de contratos causou uma diminuição na oferta de leitos e o fechamento de duas UTIs.

Foto: Rafael Macri/PMM