O Jair que há em nós


“Poucas vezes na nossa história o povo brasileiro esteve tão bem representado”
Um dos maiores questionamentos meus, nos últimos tempos, é de como alguém como Bolsonaro consegue ainda manter tantos admiradores, alguns verdadeiros fanáticos, e políticos que o consideram o melhor presidente da história do Brasil. Penso justamente o contrário, acho que o pior ocupante da cadeira presidencial, pois presidente, de verdade, nunca foi, não teve postura. Alguém sem a menor condição de ocupar qualquer cargo relevante na República. A resposta pode estar na análise de um artigo de Ivann Lago, de dezembro de 2020 , com o mesmo título, e que assim resumimos:
O Brasil levará décadas para compreender o que aconteceu naquele nebuloso ano de 2018, quando seus eleitores escolheram, para presidir o país, Jair Bolsonaro. Ex-integrante do Exército onde respondeu processo administrativo sob acusação de organização de ato terrorista; deputado de sete mandatos conhecido não pelos dois projetos de lei que conseguiu aprovar em 28 anos, mas pelas maquinações do submundo que incluem denúncias de “rachadinha”, contratação de parentes e envolvimento com milícias; ganhador do troféu de campeão nacional da escatologia, da falta de educação e das ofensas de todos os matizes de preconceito que se pode listar. (…)
Poucas vezes na nossa história o povo brasileiro esteve tão bem representado. Por isso não basta perguntar como é possível que um presidente da República consiga ser tão indigno do cargo e ainda assim manter o apoio incondicional de um terço da população. A questão a ser respondida é como milhões de brasileiros mantêm vivos padrões tão altos de mediocridade, intolerância, preconceito e falta de senso crítico ao ponto de sentirem-se representados por tal governo. Leia na íntegra aqui.
Ilustração: detalhe de O Juízo Final, de Hieronymus Bosch
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