Pesquisa mostra que quase 67% não querem que parque seja gerenciado por terceiros e que se cobre ingressos
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Mais de 66% dos maringaenses discorda da possível terceirização e cobrança de ingressos no Parque do Ingá, um dos principais pontos turísticos da cidade. É o que mostra pesquisa encomendada pela Jovem Pan Maringá e pelo site Maringá News junto à Ágili Pesquisas,
O levantamento foi realizado pelo instituto londrinense, por telefone, entre 26 de setembro e 1º de outubro. Foram realizadas 822 entrevistas com eleitores de Maringá com 16 anos ou mais, com nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Qualidade da arborização – Maringá, que sempre foi considerada uma das cidades mais arborizadas do país, por causa da quantidade de árvores em áreas públicas, tem uma boa avaliação de suas áreas verdes. A pesquisa mostrou a percepção dos moradores nesse ponto: 41,90% considera boa e 33,70% considera ótima. Enquanto 15,10% consideram a arborização regular, ruim soma 4,60% e péssima, 3,60%.
Confira a estratificação acima, que mostra que a percepção de qualidade muda dependendo do grupo demográfico (jovens de 26 a 24 são os mais entusiasmados, com 42%); a avaliação “ótima” foi desta nos distritos de Floriano e Iguatemi (42,9%), enquanto a Zona Norte teve a maior taxa de “ruim” (7%).
Cuidado com o Parque do Ingá – Apesar das muitas situações críticas ao longo dos últimos anos, a pesquisa mostrou que, de uma maneira geral, o cuidado da prefeitura com o Parque do Ingá é considerado bom pela maior parte dos entrevistados (19,70%0. Outros 27% consideram regular e 9,40%. Quase um quarto dos entrevistados (21,7%) classificou o cuidado como “ruim” ou “péssimo”; 12,30% não souberam ou quiseram responder.
Somando as notas neutras e negativas, 48,7% da população indica insatisfação ou necessidade de melhoria no local, um dos cartões postais da cidade e que atrai turistas de toda a região.
De acordo com a estratificação (acima), o público com 60 ou mais é o menos satisfeito, com a menor taxa de “ótimo” (2%) e a maior de resposta “ruim” (14,3%).
As avaliações “ruim” e “péssimo” somam percentuais altos em algumas regiões, como a Zona Norte, onde, somadas, atingem 25% do total.
Terceirização não – Outra pergunta feita pela sondagem da Ágili, também sobre o Parque do Ingá, foi a possibilidade de sua terceirização com cobrança de entrada. A maioria rejeita a proposta: 66,7% contra 31,6% que a aprovam, mostrando uma forte defesa do caráter público e gratuito do local.
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O grupo com ensino fundamental é o que mais rejeita a ideia, com uma taxa de discordância de 84,3%. Os distritos se destacam com a maior rejeição de toda a pesquisa (92,9%). Nas zonas Sul e Norte a rejeição também é alta, ultrapassando 67%.
As mulheres tendem a ser mais resistentes à cobrança (72,3%), enquanto entre os homens a discordância fica em 61%. Confira todos os dados abaixo.
Foto: Google Street View/Gráfico: Ágili
