Acordos políticos, incompetência, ‘fogo amigo’ e impunidade


A tolerância incompreensível com os que exercem cargos sem nenhum conhecimento da função
Diretor em secretaria de relevo da Prefeitura de Maringá, sacado de gestão derrotada em município da região, partilha fake news em diversos grupos de zap, inclusive post contra seu próprio patrão. Quando não são cards com mentiras contra tudo e todos, o diretor se insurge contra a administração da qual faz parte.
Dias desses, escreveu num dos grupos que a ‘caixa de Pandora está para ser aberta na saúde’. Mensagens cifradas como essa são recorrentes e o diretor não se importa com o horário. Os posts são feitos dentro do expediente e segue a lógica da impunidade, considerando que faz a picaretagem sem nenhum constrangimento.
Aliás, a gestão municipal se mostra tolerante com o ‘fogo amigo’, aqueles disparos feitos por equipe nomeada como parte de acordos políticos, que não consideram qualificação técnica. São pessoas exercendo cargos sem nenhum conhecimento da função. Um exemplo ilustrativo é o indicado por deputado estadual para a Vigilância Sanitária.
“Já trabalhei como vigilante. Sei como funciona o serviço”, disse o candidato ao apresentar-se para o chefe de Gabinete, que notou tratar-se de uma pessoa semialfabetizada, que confundiu atividade em serviço qualificado da Secretaria de Saúde com o trabalho de guarda. A indicação foi rejeitada para a função, mas o indicado acabou abrigado em outra pasta.
Seguem-se inúmeros exemplos, como de pessoas que fazem as unhas durante expediente, do beija-mão, sujeito do primeiro escalão que tem o cavalheirismo de oscular mãos femininas ao arrepio das cortejadas, daqueles que elegeram sexta como do ‘dog day’, ou seja, dia em que se pode levar o pet para o ambiente de trabalho.
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