Presidente da Câmara (foto) critica vereadora; ao mesmo tempo, Legislativo fecha e dá inédita ‘férias coletivas’ a vereadores e servidores
Em rede social esta semana a presidente da Câmara de Maringá, Majorie Catherine Capdbosq (PP), criticou vereadores que espalham mentiras sobre os projetos apreciados na casa em busca de likes nas redes sociais. Não citou nome, mas a mensagem foi para a vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT). Veja o vídeo ao final da postagem.
A pedetista tem surpreendido antigos aliados ao fazer barulho em cima de projetos que ela sabe plenamente ilegais, e tem sido classificada de uma grande populista por colegas; tida como pré-candidata em 2026, sua postura tem sido criticada, como por exemplo no recente episódio dos cargos comissionados. Ana Lúcia e o Professor Pacífico haviam votado contra a criação de cargos comissionados, mas “adotaram” o salário do quinto assessor em seus gabinetes, o que não é menos pior do que fez Giselli Bianchini (PP), que votou contra o o projeto de aumento de CCs, mas aumentou a assessoria em seu gabinete, jogando o voto no lixo.
Que este período de Natal sirva para todos no Legislativo, principalmente para refletir sobre o que foi feito neste ano. Atitudes de outros vereadores, incluindo os da mesa executiva, também foram consideradas feias, vergonhosas e sem responsabilidade, descomprometidas do que deseja a comunidade.
Por falar em coisa feia e irresponsabilidade, quem trabalha na Câmara ganha 16 dias de folga (a contar a partir de hoje), entrando em recesso com os vereadores, que não têm sessões para participar por um bom tempo. A atual direção da Câmara inovou ao dar esta espécie de “férias coletivas”, uma vez que funcionários do Legislativo sempre trabalharam no recesso.
O pensamento da presidente de que, se vereador não trabalha, servidor também não deve trabalhar, não é nada responsável. Ao determinar o fechamento da casa do povo por um período superior a duas semanas – repetindo-se: algo que nunca ocorreu nas últimas legislaturas, quiçá na história da casa, que comemorou 73 anos de existência – a presidente Majorie fica sem autoridade para fazer determinadas críticas a colegas. Afinal, o trabalho do vereador não se limita a ir a sessões, criar leis ou receber demandas.
A atitude faz com que vereadores e todos os servidores ganhem 15 dias de férias remuneradas sem contraprestação do serviço. A partir de segunda-feira, a Câmara estará fechada. Suas atividades somente retornarão dia 5 de janeiro. Um balanço do primeiro ano da atual legislatura deve mostrar que será preciso muita palha de aço para melhorar a imagem de boa parte dos vereadores – e, infelizmente, da instituição.
