Ícone do site Angelo Rigon

Os fundos e o prejuízo

Saiba o que liga alvo da operação da PF contra o Banco Master a aplicações que causaram prejuízo à Maringá Previdência em gestões anteriores

Sabe a determinação do Tribunal de Contas do Estado, que ordenou que a Maringá Previdência resgate investimentos feitos na gestão passada em fundos de risco? A entidade perdeu ao menos R$ 1 milhão 530 mil com aplicação feito num dos dois fundos que ela investia os recursos. Uma verdadeira teia de fundos liga um empresário ao Banco Master.

Em 2020, o site O Londrinense revelou que balanço revisado da Sercomtel, feito pela Bez Auditores Independentes, de Maringá, mostra a Lormont Participações (do empresário Nelson Tanure, que ontem foi alvo da operação da Polícia Federal que apura o escândalo do Banco Master) como cotista do Fundo Bordeaux, controlador da empresa de comunicação que foi privatizada, administrado pela Planner e gerido pela Planner Corretora de Valores.

Já naquele ano tornou-se público que a Planner Corretora de Valores Mobiliários era alvo de cinco ações policiais, suspeita de lavar dinheiro para o doleiro Alberto Yousseff e fraudar fundos de pensão. Youssef, recorde-se, tinha relações comerciais com o então secretário de Fazenda de Maringá, Luiz Antonio Paolicchi, morto em 2011.

Em dezembro passado anunciou-se que a Ligga Telecom (ex-Copel Telecom) seria vendida. “A Ligga foi formada a partir da compra da Copel Telecom pelo fundo Bordeaux Participações, veículo de investimentos ligado ao empresário Nelson Tanure, em uma operação avaliada à época em cerca de R$ 2,39 bilhões. Agora, a expectativa do mercado é que a empresa seja vendida por algo em torno de R$ 2 bilhões, valor próximo ao desembolsado na privatização, mas insuficiente para afastar as pressões financeiras que cercam o grupo controlador”, informou o site Boca Maldita, acrescentando que no terceiro trimestre de 2025 a Ligga acumulava R$ 1,27 bilhão em dívidas e um caixa de R$ 407,8 milhões.

O TCE-PR noticiou que os fundos nos quais deverão ser realizados os desinvestimentos feitos pela Maringá Previdência em outras gestões são a Osasco Properties e a BR Hotéis, administrados pela mesma Planner Corretora de Valores e pela RJI Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., respectivamente, instituições enquadradas no Segmento S4 e S5 pelo Banco Central, em razão de seu porte, instabilidade e sujeitas a regulamentação menos rigorosa e complexa pelo BC. O Tribunal de Contas abriu processo para apurar responsabilidades e quantificar prejuízos sofridos pelo Regime Próprio de Previdência Social do Município de Maringá

Foto: Arquivo

Sair da versão mobile