Para 68,8%, IPTU é ‘caro’ ou ‘muito caro’

Maioria dos maringaenses acham “salgado” o imposto deste ano, vê pouco retorno e se divide na satisfação com serviços oferecidos
Levantamento da Ágili Pesquisas, de Londrina, mostra que quase 70% dos maringaenses consideram o Imposto Predial e Territorial Urbano deste ano “caro” ou “muito caro”. A pesquisa foi encomendada pela Jovem Pan Maringá e o site Maringá News e realizado de 21 a 23 últimos (de quarta a sexta-feira) e incluiu outras perguntas sobre o IPTU 2026, que teve aumento médio de 30%.
Foram entrevistadas 616 pessoas acima de 16 anos, possibilitando um nível de confiança de 95%, com margem de erro de 4% (para mais ou para menos). Foram entrevistados 54% de mulheres e 46% de homens. Dados da pesquisa, que incluiu outras perguntas sobre este e outros temas serão divulgados de hoje a sexta-feira.

Perguntamos se o contribuinte, considerando a valorização do seu imóvel, a infraestrutura do seu bairro e os serviços oferecidos pela Prefeitura de Maringá.
O resultado foi que 68,8% dos maringaenses classificam o imposto como “caro” ou “muito caro”. Como se vê no gráfico acima, 34,9% afirmam que o valor está muito caro enquanto 33,9% o consideram caro. Apenas um em cada quatro moradores, ou seja, 25,5%, acredita que o valor cobrado é justo.

A zona oeste vive um cenário curioso, como mostra a estratificação das respostas (acima). Nenhum entrevistado considerou o valor “justo”. Ali, 66,7% classificam o IPTU como “caro”. O número de quem considera o IPTU de Maringá “barato” é quase inexiste, não chegando a 2% da população.
.

O levantamento da Ágili Pesquisas revela um cenário de ceticismo em Maringá. Quando questionados se os recursos do IPTU são bem aplicados, ou seja, em melhorias, 43% dos entrevistados afirmaram que veem pouco ou nenhum retorno. Outros 33,9% acreditam que o dinheiro é bem aplicado apenas em parte. Já o grupo que confia plenamente na gestão dos recursos e acredita que a aplicação é feita de forma adequada soma 16,3%.

O dado mais alarmante da pesquisa vem da zona oeste (confira os dados estratificados acima). Impressionantes 76,2% dos moradores daquela região afirmam não ver retorno algum do imposto que paga. Além disso, nesta região, ninguém respondeu que a aplicação é feita de forma adequada.
Em resumo, a prefeitura enfrenta o desafio de mostrar serviço, especialmente na zona oeste, onde o sentimento de abandono em relação ao IPTU pago é quase unânime.

A pesquisa mostra que a cidade está praticamente dividida ao meio entre satisfeitos e insatisfeitos. É que 42,3% dos maringaenses afirmam estar satisfeitos com o que recebem da prefeitura, enquanto o grupo dos insatisfeitos encosta, somando 41,6%.
Somados os extremos, o sinal de alerta acende para o paço municipal: os “muito insatisfeitos” somam quase 9%, enquanto os “muito satisfeitos” chegam a apenas 1,7%.

A zona leste, conforme a estratificação acima, aparece como a região mais descontente com os serviços prestados, onde a insatisfação bate nos 50%. No distrito de Iguatemi o cenário é de empate real: 44,% estão satisfeitos e 44,4% estão insatisfeitos.
Este dado é o mais equilibrado de toda a pesquisa Ágili sobre o IPTU. Ele mostra que, apesar de o contribuinte reclamar do valor do imposto e duvidar de sua correta aplicação, quando ele se refere para o serviço em si (limpeza, iluminação, unidades básicas de saúde etc), reconhece que algo está sendo feito, mesmo que no limite do aceitável. (C/ Paulo Caetano)
Foto: Rafael Macri/PMM
*/ ?>
