Pesquisa mostra que um terço dos maringaenses reprova o trabalho dos vereadores da atual legislatura
Na avaliação do maringaense, a Câmara Municipal enfrenta um cenário de descrença. Os números da Ágili Pesquisas, de Londrina, em levantamento encomendado pela Jovem Pan Maringá e pelo site Maringá News, mostram uma situação em que, considerando os 4 pontos percentuais de margem de erro, a classificação de “regular” é praticamente igual a “ruim” e “péssimo”.
Apenas 1,7% dos 616 entrevistados considera o trabalho dos vereadores “ótimo”, enquanto outros 14,4% o classificam como “bom”. Somadas, as avaliações positivas não chegam a 17%.
A maior parte da população, cerca de 39,7%, considera a atuação da Câmara de Maringá como “regular”. No entanto, o peso da rejeição é alta: 22,4% afirmam que o trabalho é “péssimo” e 11,1% dizem ser “ruim”.
Os homens são os mais críticos: 29,9% classificam o trabalho dos vereadores como “péssimo”, contra 15,8% das mulheres. Entre os adultos de 45 a 59 anos, a nota “péssimo” atinge seu ápice, chegando a quase 34%. Curiosamente, os jovens de 16 a 24 anos são os que menos rejeitam a Câmara, com apenas 6,7% de “péssimo”, e apresentam a maior taxa de avaliação “regular” (51%).
Outro dado que chama a atenção é o desconhecimento: quase 11% dos ouvidos não souberam ou não quiseram avaliar os parlamentares, o que reforça um distanciamento entre o cidadão e a casa de leis.
O índice de 39,7% de regular somado aos 10,8% de “não sabe” mostra que metade da cidade não vê um impacto claro das leis ou da fiscalização dos vereadores no seu dia a dia. A rejeição de 22,4% como “péssimo” é um número alto para um ano de debate político intenso. Neste ano a atual legislatura completa um ano, com 23 vereadores, a criação de mais 25 cargos de assessores, a gastança com diárias e outras contratações.
Um comparativo dessa avaliação com a realizada em outubro do ano passado, o que se observa é que a Câmara de Maringá caminha para um isolamento ainda maior do eleitor.
A avaliação positiva dos vereadores, que já era tímida, encolheu. Em outubro, quem considerava o trabalho dos edis “ótimo” ou “bom” somava 18,2%. Agora, este número caiu para 16,1%.
O dado que salta aos olhos é o crescimento da rejeição. O índice de maringaenses que classificam a Câmara como “péssima” subiu de 18,6% para 22,4%. Somadas as avaliações “ruim” e “péssima”, hoje um terço da cidade (33,5%) reprova abertamente o trabalho dos vereadores.
Os homens são mais críticos, mostra a estratificação da pesquisa (acima), realizada de 21 a 23 deste mês. A avaliação “péssima” entre eles saltou de 22,8% em outubro para 29% em janeiro. Com uma avaliação positiva na casa dos 16%, a Câmara de Maringá inicia 2026 com o desafio de provar sua relevância para o cidadão que paga o IPTU e exige fiscalização. (C/ Paulo Caetano)
Foto: Marquinhos Oliveira/CMM
