‘Cenário caótico’

Costa Oeste diz que determinação judicial vem sendo descumprida e que há registros de violência, intimidação e ameaça a representantes da empresa; nova tentativa de solução está marcada para amanhã
A Costa Oeste Serviços Ltda., responsável pela coleta de resíduos sólidos em Sarandi, divulgou nota no início da tarde informando a existência de um “cenário de intimidação, bloqueios e sabotagens que vem impedindo a execução regular do contrato e a continuidade de um serviço público essencial à população se agravou de forma significativa nos últimos dias”.
Segundo a empresa, mesmo com decisão judicial em vigor, a determinação segue sendo descumprida, com bloqueios e impedimentos que inviabilizam a saída dos veículos e a atuação das equipes. “O cenário se agravou com a escalada de intimidações e ameaças aos representantes da empresa, com episódios de violência, coação e impedimentos operacionais que comprometem diretamente a execução do serviço público essencial”.
Ao menos três boletins de ocorrência foram registrados junto à polícia, acompanhados de vídeos. Num deles, um homem, possivelmente sindicalista, intimida o advogado a empresa (foto). Outros vídeos “estão sendo devidamente preservados e encaminhados às autoridades competentes para instrução das medidas judiciais e policiais cabíveis. Diante da gravidade do cenário, a Costa Oeste protocolou pedidos urgentes de reforço e intervenção no Poder Judiciário,
bem como de apoio operacional junto às forças de segurança”.
Na nota, a empresa reforça que, no âmbito trabalhista e contratual, não há salários ou benefícios em atraso, estando todas as obrigações rigorosamente em dia, nos termos da CCT e da lei. Uma nova audiência está marcada para amanhã, 13, com o objetivo de buscar uma solução negociada e restabelecer a normalidade do serviço. Contudo, o cenário atual é considerado caótico, com risco concreto à segurança dos nossos representantes e à continuidade de um serviço essencial à saúde pública.
“A Costa Oeste reafirma seu compromisso com a legalidade, com o respeito às instituições e, sobretudo, com a população de Sarandi, que não pode ser penalizada por práticas que extrapolam o legítimo direito de manifestação e avançam para atos de coação, violência e impedimento deliberado da execução de atividade pública essencial”, finaliza
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