Avaliação da atuação governamental em Maringá, disponibilizada no sistema do TCE-PR, mostra resultados melhores em 2024, se comparados aos de 2025
Oposicionistas da atual administração de Maringá apostam que as contas municipais de 2025 serão aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. A conjectura é com base em algumas áreas avaliadas da atuação governamental do Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (ProGov), instituído em 2021.
O sistema disponibilizado pelo TCE-PR disponibiliza os resultados obtidos em oito áreas inseridas no processo de prestação de contas anual do município. reformulou o processo de prestação de contas dos prefeitos dos municípios paranaenses. A Avaliação da Atuação Governamental passou a integrar o parecer prévio emitido pelo TCE-PR, antes fundamentado apenas em aspectos orçamentários e financeiros.
Com o ProGov, informa a plataforma, a análise das contas de governo municipais passou a contemplar também o desempenho do governante em oito áreas de relevância social e administrativa: Administração Financeira, Aquisições e Contratações, Assistência Social, Educação, Meio Ambiente, Previdência Social, Saúde e Transparência, Controle e Relacionamento com o Cidadão.
Uma comparação dos dados disponíveis em 2024 e 2025 mostra pontos positivos e negativos nos dois anos; 2024 foi o último do ex-prefeito Ulisses de Jesus Maia Kotsifas e 2025 o primeiro da terceira gestão de Silvio Barros II (PP). Comparados, ambos com orçamentos criados na administração passada, a educação foi melhor avaliada em 2024 (8,66% contra 8,16%), assim como a saúde (8,53% contra 7,30%) assistência social (7,93% a 5,93%), administração financeira (8,34% em 2024 e 7,82% em 2025) e transparência, controle e relacionamento (9,70% a 9,59%), além da previdência (8,67% contra 8,66%).
Em 2024, segundo o ProGov, o município não forneceu dados de duas áreas: de aquisições e contratações e meio ambiente. Em 2025, constaram as notas 5,57% e 6,56%, respectivamente. A avaliação do Legislativo na plataforma, no ano passado, foi de 5,70. O TCE esclarece que os resultados do relatório foram baseados exclusivamente em informações declaratórias fornecidas por agentes públicos municipais e que as notas apresentadas possuem caráter preliminar e estão sujeitas à análise e consistência técnica das informações.
