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Tempos de rebuliço

Moro é mais um ingrediente na contínua tentativa de continuar demonizando a política

Em política tudo muda como o vento – e não falamos somente da mesma forma como assistimos hoje um ex-ministro da Justiça que deixou o governo porque o presidente não queria que deixassem “ferrar” sua família e amigos aplicando-lhes a lei, apoiar abertamente um dos filhos do ex-patrão para presidente da República. Um homem que, por ter a Polícia Federal sob sua jurisdição, sabe o que os familiares fizeram no ano passado.

Até agora não se definiu se o senador Sergio Moro – aquele que era candidato a um cargo, chegou a mudar de estado e literalmente usou um partido político para seus objetivos – vai para o PL ou se permanece no União. O ex-Podemos não quer ficar conhecido como o político que muda muito de galho.

No entanto, os reflexos dos últimos dias são suficientes para confirmar sua condição política, aquela que circula nos corredores mas que só se poderá confirmar lá na frente.

No Ceará, o oportunista PP com o qual Moro vai se aliar – possivelmente em troca da presidência da Assembleia Legislativa, claro, se ganhar a eleição – ao Partido dos Trabalhadores. Agora, tudo indica que a federação União Progressista que enganaram Ciro Gomes, com quem tinham se comprometido há duas semanas, e o trocaram pelo apoio ao atual governador, Elmano de Freitas.

Ontem, Cristina Graeml divulgou nota sobre as especulações de possíveis composições “e até mesmo sobre mudanças no meu projeto político. É importante esclarecer de forma definitiva: o senador Sérgio Moro sabe, desde o início, que a minha decisão é firme e irreversível. Sou pré-candidata ao Senado da República”. Mais um sinal de que Moro continua, de uma forma ou de outra, com ex-adversários e hoje aliados, a fazer a política ter essa fama cada vez mais ruim.

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