Depois dos helicópteros de Fiocco, da fábrica da Embraer e dos aviões da russa Irkut, vem aí o curso da UEM com ênfase em aeronáutica
Na sexta-feira a Assessoria de Comunicação Social da Universidade Estadual de Maringá divulgou R$ 12 milhões para laboratórios do curso de Engenharia Mecânica, via Fundação Araucária, destacando o deputado federal Ricardo Bartros (PP). O release disponibilizado no site da UEM traz uma montagem com fotos e título, com direito a avião criado por IA, que mais parece um card de propaganda.
Além de loas ao parlamentar, a UEM parece ter embarcado num projeto anunciado no governo Beto Richa, a criação do pólo aeronáutico de Maringá, que nunca saiu do papel. Em 2017 surgiu Luigino Fiocco com os mais de R$ 150 milhões que seriam investidos numa fábrica de helicópteros em área de 90 mil metros quadrados e o anúncio do mesmo deputado da construção de uma fábrica da Embraer em Maringá, no longínquo junho de 2000 – 26 anos atrás. Fiocco acabou usando tornozeleira eletrônica e o Centro Aeroespacial da Embraer foi para Gavião Peixoto (SP).
A história do pólo aeronáutico de Maringá, que não estave à época incluído nos planejamentos da Acim/Codem, não inclui a viagem, em junho de 2016, da então vice-governadora Cida Borghetti e do então prefeito Carlos Roberto Pupin para a Rússia, quando anunciaram que a Irkut fabricaria o MC-21 também em Maringá – o que também nunca aconteceu.
Houve cerimônia para o anúncio dos recursos para a UEM, que devem dar ênfase à aviação no curso de Engenharia Mecânica. Barros foi muito elogiado pelo reitor Leandro Vanalli, cuja mulher, em 2023, foi nomeada para a Casa Civil quatro dias depois de ter participado de evento do PP, quando chegou a disponibilizar a UEM para ajudar no plano de governo. Os elogios, portanto, são mais que justificáveis, pois foi o único caso de familiar de reitor da UEM, que em tese tem autonomia, nomeado em cargo comissionado. Ah: 2026 é ano eleitoral.
Montagem: ASC/UEM
