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Sem energia

Prova da primeira fase da OAB foi feita “no escuro” em centro universitário

A realização da prova da primeira fase do Exame de Ordem da OAB em Maringá, ontem, gerou reclamações. Na sede do centro universitário Unicive a prova começou às 13h e às 14h acabou a energia elétrica; uma bacharel conta que até o momento em que deixou o local, cerca de 18h30, a luz não havia retornado, o que tornou muito dificultoso fazer a prova, já que poucos conseguiam enxergar as questões. Ela conseguiu enxergar até a questão 28. Os organizadores deram 30 minutos a mais, por conta do ocorrido, mas tudo feito no escuro.

Assim como outros prejudicados, aguarda-se o que acontecerá: será que alguém vai se responsabilizar, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Unicive ou até mesmo a Copel? Vídeos foram gravados mostrando o local escuro, enquanto do lado de fora, próximo ao terminal urbano, havia energia. Um protocolo teria sido aberto junto à Companhia Paranaense de Energia.

De acordo com a subseção local da OAB, e exame é realizado pela Fundação Getúlio Vargas, que por sua vez é contratada pelo Conselho Federal da Ordem. “A OAB Maringá não tem qualquer participação”, informou a assessoria. “Como devemos fazer com essa situação da prova sem energia? Essa é uma situação extremamente delicada e que fere o princípio da isonomia (igualdade de condições entre os candidatos), já que fazer uma prova técnica e cansativa no escuro então prejudica o desempenho e a saúde visual”, disse um participante.

A primeira fase do Exame de Ordem da OAB é uma prova objetiva eliminatória, composta por 80 questões de múltipla escolha (A, B, C, D) abrangendo disciplinas obrigatórias do curso de Direito, com ênfase em Ética Profissional. A aprovação exige acertar no mínimo 50% da prova (40 questões).

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