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Radares mais visíveis

Projeto de Mario Hossokawa propõe películas refletivas vermelhas em equipamentos de fiscalização em Maringá

A Câmara Municipal de Maringá aprovou por unanimidade, em primeira discussão nesta terça-feira, um projeto de lei de autoria do vereador Mario Hossokawa (PP) que propõe a aplicação obrigatória de películas refletivas vermelhas nas colunas de radares eletrônicos instalados em vias públicas da cidade.

A proposta estabelece que os equipamentos de fiscalização passem a contar com sinalização visual mais evidente, especialmente em períodos noturnos ou em condições de baixa luminosidade. As películas deverão ser confeccionadas em material retrorrefletivo de alta intensidade, com aplicação ao redor da estrutura dos radares, garantindo visibilidade a distância.

De acordo com o autor, a medida reforça o caráter educativo e preventivo da fiscalização eletrônica. “O radar não é para punir, é para reduzir a velocidade. Ele é instalado em locais onde já houve acidentes ou onde há grande circulação de pessoas, como em frente a escolas. Se o motorista não percebe a presença do equipamento, o objetivo se perde”, afirma Hossokawa.

O vereador também destaca que a proposta busca rebater os comentários de que há uma “indústria da multa”, ampliando a transparência sobre a fiscalização. “O condutor precisa saber que ali existe um radar. Quando ele visualiza, reduz a velocidade. Isso ajuda a evitar acidentes, atropelamentos e situações graves que temos visto com frequência”, completa.

A iniciativa tem como referência experiências já adotadas em outras cidades, como Curitiba, onde a sinalização reforçada tem contribuído para melhorar a percepção dos motoristas e aumentar a segurança viária.

Além da aplicação das películas, o projeto também prevê a possibilidade de instalação de sinalizações complementares com caráter educativo, informando sobre a função preventiva dos radares e a destinação dos recursos arrecadados com multas, conforme previsto na legislação. O texto segue agora para segunda discussão antes da sanção pelo Executivo. (Assessoria)

Foto: Marquinhos Oliveira/CMM

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