Superlotação e risco de violência

Sismmar volta a cobrar soluções para problemas no PAC diante do aumento dos atendimentos

A gestão Somos Todos Sismmar do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá realizou, na noite de quinta-feira (7), uma nova reunião dentro do Pronto Atendimento à Criança (PAC). A unidade tem gerado “inúmeros” problemas, conforme publicação nas redes sociais (confira ao final)

A nova rreunião, segundo a entidade, “surgiu justamente pela falta de resolução de problemas já apontados e denunciados anteriormente pelo sindicato. Além disso, nos últimos dias, esse cenário voltou a gerar episódios de forte tensão e risco de violência na unidade.

Com a presença dos servidores, as direções do PAC e também do HMM foram novamente cobradas sobre a situação. Por parte do SIismmar, estiveram presentes a presidente Iraídes Baptistoni, a secretária-geral, Ana Lucia de Araujo, a secretária de Finanças, Marcia Dallassenta, e a coordenadora do Jurídico, Hayley Cardoso. Assim como já havia ocorrido em dezembro e janeiro, quando uma lista de problemas foi elaborada e apresentada, diversos pontos sensíveis voltaram a ser discutidos, sem que até agora tenha havido a solução necessária.

Desde a mudança do PAC para o espaço do Hospital Municipal, a unidade convive com improvisos que estão longe de garantir condições adequadas de trabalho e atendimento. Há problemas de ventilação, falta de pias para higienização, ausência de saídas adequadas e limitação de espaço físico. Caso o aumento de pacientes exija a presença de mais médicos, por exemplo, hoje sequer existe estrutura apropriada para acomodar esses profissionais. Ao mesmo tempo, mesmo com o esforço da direção local para tentar assegurar condições mínimas de funcionamento, muitos entraves seguem sem resolução e, em algumas situações, itens acabam sendo adquiridos pelos próprios servidores.

Com a chegada do frio e o aumento do número de atendimentos, a preocupação cresce ainda mais. Em um espaço inadequado, pequeno e já marcado por filas, especialmente às segundas e terças-feiras, aumentam também os riscos de novos conflitos. O sindicato chama atenção para a ameaça recorrente de violência por parte de pais, mães e responsáveis, que muitas vezes, sem compreender a origem estrutural do problema, acabam direcionando a revolta contra os servidores, que também são vítimas dessa situação.

Diante disso, a gestão Somos Todos Sismmar cobra da Prefeitura medidas urgentes. Entre elas, o sindicato reforça ofício já protocolado solicitando a instalação do botão do pânico nas unidades de saúde e também defende a construção imediata de protocolos de segurança, com participação dos servidores e da administração, para definir procedimentos claros diante de situações de risco.

Após sucessivas cobranças desde o fim de 2025, o Sismmar reforça o chamado à mobilização da categoria e alerta que a Prefeitura precisa agir com urgência para resolver os problemas antes que uma situação mais grave aconteça no PAC. O sindicato segue à disposição dos(as) servidores(as) para receber informações, encaminhar denúncias e intermediar essa e outras demandas”.