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Ana Lúcia e o pedido de desculpas que não veio

Reconhecer que passou do ponto não diminui ninguém. Pelo contrário, mostra humildade e humanidade

Nesta semana, a Comissão Processante da Câmara de Maringá decidiu, por unanimidade, continuar o processo contra a vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT).

Ela ainda não foi condenada, mas a decisão mostra que existem elementos para que as acusações continuem sendo investigadas.

Seja qual for o resultado, Ana Lúcia já deveria ter pedido desculpas aos seus eleitores e ao ex-assessor. Reconhecer que passou do ponto não diminui ninguém. Pelo contrário, mostra humildade e humanidade.

Em um momento em que o país discute jornadas de trabalho mais humanas e o direito ao descanso, esse caso expõe uma contradição difícil de ignorar. Segundo a denúncia, o ex-assessor foi submetido a uma jornada exaustiva e a um tratamento desrespeitoso. Chamar isso de cobrança de trabalho é tentar normalizar o que não deveria ser normal.

Embora estejam em partidos diferentes, Ana Lúcia parece repetir o comportamento de Flávio Bolsonaro diante das acusações. Justificar o injustificável, atacar quem denuncia e se agarrar ao poder. É a velha política disfarçada de renovação.

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