Orientação religiosa

Confusão em alguns grupos de pais e mães de uma tradicional escola de Maringá, que vem demonstrando aproximação com o movimento Legendários
No último sábado, os pais de um conhecido estabelecimento de ensino de Maringá foram convidados a passar a manhã com seus filhos em um evento que, a princípio, seria uma comemoração pelo Dia dos Pais. No entanto, ao chegarem ao local, foram recebidos com música gospel, pregação religiosa e atividades conduzidas por integrantes do Flexhas, grupo coligado ao movimento Legendários e coordenado por ele. Durante boa parte do encontro, pais e filhos foram incentivados a também ingressar no Flexhas.
O problema é que, segundo os relatos, os pais não teriam sido previamente informados sobre o caráter religioso da programação, tampouco de que o evento serviria como espaço de divulgação e incentivo à participação no grupo. A situação provocou reações e discussões em alguns grupos de pais e mães da escola, envolvendo famílias de diferentes crenças e convicções.
Entre famílias vinculadas a outras vertentes do cristianismo, inclusive, houve quem interpretasse a iniciativa como uma tentativa de influenciar religiosamente as crianças desde cedo e de aproximá-las de uma orientação religiosa diferente daquela adotada em seu ambiente familiar.
Diante da repercussão, alguns pais passaram a defender que a direção da escola se manifeste formalmente e esclareça qual é, afinal, a orientação religiosa atualmente adotada pela instituição, bem como os critérios para a realização de atividades de caráter religioso e de divulgação de grupos dessa natureza no ambiente escolar.
O Instituto Flexhas foi fundado em março em Maringá por Weslley Kendrick Silva, filho de Wilson de Matos Silva (UniCesumar), que teve ONG citada em benefícios no governo Jair Bolsonaro. Ele possui sociedade em ao menos 17 empresas.
Foto: Reprodução
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