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Sismmar repudia fala de vereadora

Sindicato de Maringá repudia declarações de vereadora sobre violência em escolas e cobra apuração responsável

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá divulgou nota de repúdio à forma como a vereadora Giselli Bianchini (PP) apresentou, na sessão de ontem da Câmara, denúncias de violência envolvendo profissionais da Educação Municipal. A parlamentar afirmou ter recebido “dezenas de casos” de agressões praticadas por servidores contra estudantes de escolas e CMEIs e, depois, associou as situações a episódios de automutilação envolvendo crianças, tanto no plenário quanto nas redes sociais.

O sindicato considera que qualquer denúncia envolvendo crianças e adolescentes deve ser tratada com seriedade e encaminhada aos órgãos competentes para apuração individual. Quando comprovada, deve resultar nas providências previstas em lei. No entanto, a entidade rejeita generalizações que coloquem toda a categoria sob suspeita.

Segundo o Sismmar, a Prefeitura já dispõe de instrumentos para investigar eventuais irregularidades, com garantia do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Em pelo menos um dos casos citados pela vereadora, o procedimento de apuração já está em andamento.

O sindicato alerta que acusações públicas feitas antes de qualquer conclusão oficial causam prejuízos financeiros e, principalmente, psicológicos aos profissionais. Há registros de denúncias falsas que, mesmo após a absolvição, deixaram marcas irreparáveis na imagem e na saúde mental dos servidores.

A entidade afirma que proteger crianças e garantir os direitos dos trabalhadores da Educação não são objetivos opostos. Ambos exigem investigação rigorosa e respeito à verdade. Transformar casos isolados em acusações contra toda a rede, segundo o sindicato, não esclarece os fatos e amplia a exposição de profissionais que já enfrentam dificuldades nas unidades.

O Sismmartambém criticou o uso político de episódios ainda em apuração em período eleitoral. A gestão “Somos Todos Sismmar” declarou que continuará ao lado da categoria, defendendo o devido processo legal e cobrando investigações responsáveis e respeitosas.

Foto: Arquivo

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