Oportunismo camuflado de solidariedade


Cristina Graeml não perdeu tempo depois que o TSE suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol ao Senado.
A candidata correu para as redes sociais, gravou um vídeo em defesa do adversário e fez mais: colocou dinheiro para impulsionar a publicação e ampliar o alcance da mensagem.
Solidariedade? Pode chamar assim. Mas a estratégia eleitoral é difícil de ignorar.
Se Deltan for definitivamente retirado da disputa, uma enorme fatia do eleitorado conservador ficará disponível justamente na reta final da campanha. E Cristina sabe que terá concorrência pesada para conquistar esses votos.
Por isso, enquanto os advogados de Deltan trabalham para mantê-lo na eleição, Cristina já trabalha para ser lembrada pelos eleitores dele caso isso não aconteça.
A jogada é simples: defender Deltan, falar diretamente com o público de Deltan e ainda pagar para que essa defesa alcance mais gente.
Não é preciso comemorar publicamente a queda de um adversário quando se pode transformar a solidariedade a ele em campanha.
Deltan luta para continuar candidato. Cristina já está de olho em quem pode ficar sem candidato.
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