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‘Vencemos a baixaria e vamos vencer a eleição’

Campanha foi marcada por ataques contra ela e contra as mulheres, diz Gleisi; Justiça deu 15 decisões favoráveis à candidata e multou Filipe Barros em R$ 85 mil por conteúdos falsos e ofensivos

A três dias da eleição, a candidata Gleisi Hoffmann (PT) fez nesta quinta-feiraum balanço da campanha ao Senado no Paraná. Segundo Gleisi, a disputa foi marcada pela agressividade, disseminação de mentiras e pelos ataques com viés de gênero contra sua candidatura por adversários da extrema direita. Gleisi reforçou que chega à reta final com a certeza de ter apresentado as melhores propostas para o Paraná e confiante na vitória no domingo (4).

“Com os votos das mulheres, que não suportam mais ver outras mulheres passando por situações de violência, opressão e desrespeito, e dos homens paranaenses que respeitam as mulheres, vamos vencer!”, afirmou, destacando que “na urna, é cada um com a sua consciência, longe das pressões externas”.

Até 30 de setembro, a campanha de Gleisi contabilizou ao menos 15 decisões favoráveis da Justiça Eleitoral em processos contra o candidato Filipe Barros (PL) e outros membros da extrema direita. Em sete decisões, a Justiça mandou remover vídeos ou multou Barros por conteúdos falsos, manipulados ou ofensivos contra Gleisi. As multas contra o candidato somam, até agora, R$ 85 mil.

“Apresentamos ideias e propostas para o Paraná avançar, mas, infelizmente, esta campanha foi marcada por ataques contra mim e contra as mulheres. Um momento que deveria servir para o debate se transformou em um espaço de violência. Essa é a marca da extrema direita: espalhar o medo e a mentira. Eles veem uma mulher e acham que podem intimidar, que aceitamos caladas. Muito pelo contrário. Vencemos a baixaria e vamos vencer a eleição no próximo domingo”, afirmou Gleisi.

Vídeo com IA transforma Gleisi em cobra e escorpião – Em uma das decisões, o TSE mandou Filipe Barros remover de suas redes sociais um vídeo feito com inteligência artificial que transformava Gleisi em cobra, escorpião, raposa e bicho-preguiça, associando a animais ligados à traição e à dissimulação e vinculando a candidata a casos de corrupção dos quais não foi sequer acusada ou foi absolvida por unanimidade.

Em outra decisão, o TRE-PR multou o candidato do PL em R$ 20 mil por fazer o impulsionamento de um vídeo depreciativo contra Gleisi. Os anúncios custaram ao menos R$ 23 mil e tiveram entre 1,6 milhão e 1,9 milhão de impressões. O vídeo foi publicado depois que Gleisi decidiu não participar de um debate. Barros publicou uma montagem com trechos do debate, apoiadores gritando “covarde” e textos depreciativos.

Diálogo simulado com ofensas e mentiras – Em outro caso, a Justiça Eleitoral declarou ilegal uma montagem publicada por Filipe Barros após o debate da Band, em 9 de setembro, e multou o candidato em R$ 5 mil. Ele gravou perguntas como “Quem desviou dinheiro dos aposentados?” e as intercalou com a fala “Fomos nós”, dita por Gleisi em contexto diferente. O resultado foi um diálogo que nunca aconteceu, montado para simular uma confissão de crimes. A sentença classificou o vídeo como conteúdo manipulado e ofensivo e tornou definitiva a sua remoção.

Manipulação da voz e termos de cunho sexual no TikTok – O Plenário do TRE-PR também multou Barros em R$ 20 mil por três vídeos publicados no TikTok entre março e maio. Um deles alterava a voz de Gleisi e explorava termos de cunho sexual para atingir a candidata. Para o Tribunal, a ofensa foi agravada pelo fato de ela ser mulher. Na mesma decisão, os desembargadores afirmaram que a imunidade parlamentar de Barros, que é deputado federal, não cobre atos de campanha. Os vídeos devem ser retirados do ar e não podem ser republicados. (Assessoria)

Foto: Divulgação

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