Governar com o fígado: quando a urna dói e o preço recai sobre o servidor


As urnas falaram, a realidade bateu à porta e, para alguns gestores públicos da região de Cianorte, a resposta democrática parece ter sido recebida não com a serenidade exigida pelo cargo, mas com o pior repertório do coronelismo de província.
Demitir servidores públicos em represália a um revés eleitoral atesta a mesquinhez crônica de quem governa com o fígado e confunde a prefeitura com o quintal de casa.
“Governar com o fígado”, só pra lembrar, significa tomar decisões políticas ou administrativas movidas pela raiva, pelo rancor, por impulsos emocionais ou por vingança, em vez de usar a razão, o diálogo e o pragmatismo.
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