Dossiê aponta possível uso irregular de veículos oficiais da Guarda Municipal de Maringá
Um dossiê encaminhado ao Ministério Público do Paraná traz indícios de possível utilização irregular de veículos oficiais da Guarda Civil Municipal de Maringá pelo guarda Sidnei Aparecido de Faria, subcomandante da GCM. O documento, de caráter informativo, solicita apuração sobre a posse permanente dos veículos, circulação fora dos limites do município e a retirada da identificação visual institucional.
De acordo com o material, o principal veículo envolvido é um Fiat/Argo, placa UCD8I38, patrimônio 477809, vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública. O dossiê afirma que o carro permaneceria praticamente de forma permanente, inclusive por períodos de 24 horas, sob a disponibilidade do servidor.
Fotos anexadas mostram que em 6 de agosto de 2026 o veículo ainda apresentava os adesivos e logomarcas da Guarda Civil Municipal. Dois dias depois, em 8 de agosto, o mesmo carro aparece sem a identificação oficial. O documento pede esclarecimentos sobre quem autorizou a retirada dos adesivos, em que data e com qual justificativa.
Também constam registros de circulação fora de Maringá. Em 3 de julho de 2026, às 18h01, o Argo foi flagrado na Estrada para o distrito de Pulinópolis, em Mandaguaçu. Em 23 de agosto, o veículo foi registrado em dois pontos de Apucarana: na BR-376, km 231, às 11h32, e na BR-369, km 212,45, às 17h19.
O dossiê menciona ainda um segundo veículo oficial, um Ford/Fusion de placa ARD2091, que estaria sob posse do mesmo servidor desde janeiro de 2026. Registros fotográficos e de localização desse carro incluem passagens por Marialva (BR-376, km 202, em 10 de maio), Maringá e Paiçandu.
O texto recomenda ao Ministério Público a requisição de documentos como ficha patrimonial, termos de responsabilidade, diários de bordo, registros de abastecimento, rastreamento por GPS, ordens de serviço e escalas, além do cruzamento dessas informações para verificar se os deslocamentos ocorreram a serviço ou sem autorização formal.
O documento enfatiza que se trata de indícios e não de afirmação de irregularidade ou ilícito, cabendo aos órgãos competentes a apuração, com garantia de contraditório e ampla defesa. O material inclui vídeos e fotografias comparativas dos veículos com e sem adesivos, além de registros de abastecimento e localizações.
O secretário municipal de SegurançaPública, vereador licenciado Delegado Luiz Alves (PL), disse que os fatos haviam chegado ao seu conhecimento neste sábado e que responderá a tudo que for questionado pelo Ministério Público, onde a denúncia foi apresentada, “de forma transparente e adotar as providências para fins de apuração administrativa”.
