Quem chega ganha benefícios. E quem já paga?

Uma entidade que representa empresários deveria saber, melhor do que ninguém, que crescimento sustentável não se mede por quem entra de graça

A Acim promoveu uma campanha de filiação com três mensalidades gratuitas, cashback e outros benefícios. A iniciativa busca ampliar o quadro associativo, mas levanta uma questão importante: quantos desses novos associados permanecerão depois que começarem a pagar?

E ainda não se sabe o número exato de associados, que pelo que dizem não é de 5 mil como divulgado.

A estratégia também desperta questionamentos sobre a evolução do quadro associativo. Afinal, o crescimento sustentável não depende apenas de novas adesões, mas da capacidade de manter os empresários que já fazem parte da entidade.

Os indicadores de retenção merecem atenção, especialmente diante das campanhas promocionais.

Quantas empresas permanecem associadas e adimplentes depois do encerramento dos benefícios? Qual é o custo dessas campanhas? E quais vantagens são oferecidas aos empresários que contribuem regularmente com a entidade há anos?

A gratuidade pode até ser uma estratégia para conquistar associados. Mas uma entidade que representa empresários deveria saber, melhor do que ninguém, que crescimento sustentável não se mede por quem entra de graça, e sim por quem reconhece valor suficiente para permanecer pagando.

E fica a pergunta: é justo oferecer condições especiais para conquistar novos associados sem demonstrar como são valorizados aqueles que já sustentam a entidade?