Horas extras no Legislativo caem 71%

Com a reforma administrativa implantada pela Câmara Municipal de Maringá, desde o início de maio passado, estão sendo economizados R$ 79.922,30 por mês. O valor é proveniente do corte na quantidade de Funções Gratificadas (FGs), Gratificação Especial de Comissões e horas extras. Em abril, a Câmara gastou R$ 47,7 mil com FG e, em junho, caiu para R$ 28,4 mil, ou seja, 40%, diminuindo de 26 para 9 o número de funções gratificadas. Com Gratificação Especial de Comissões, no mesmo período, foi de R$ 16.274,09, o equivalente a 53%. Com horas extras, a redução também foi expressiva. De abril para junho, a diferença foi de 50% que, na prática, traduziu-se em R$ 8.648,79. Exclusivamente, no caso das horas extras, se considerarmos o período entre fevereiro e junho, a queda é de R$ 20,9 mil, ou seja, 71%.A expectativa da Mesa Executiva é economizar mais de R$ 1,5 milhão nos dois primeiros anos desta legislatura e revertê-los às entidades assistenciais da cidade. A reforma administrativa no Legislativo foi precedida de uma avaliação criteriosa sobre o gasto com horas extras, realizada pelas diretorias, controladoria e departamento jurídico.

Detalhando minuciosamente, devem ser poupados neste semestre R$ 300 mil com o pagamento de Gratificações Especiais de Comissões, R$ 650 mil com a diminuição do número de Funções Gratificadas e R$ 600 mil com a redução das horas extras. Para evitar a necessidade de horas extras, a Câmara convocou cinco novos servidores, aprovados no último concurso, e está promovendo uma escala de trabalho entre os servidores. Quanto à participação nas Comissões, cuja dedicação é remunerada com 50% do salário, a intenção da Mesa Executiva é criar um rodízio na Casa. Todas essas medidas visam garantir transparência aos atos da Câmara e a preservação do erário público. Ante de ser divulgada, a reforma administrativa foi discutida com o Ministério Público, parceiro reconhecido pela Mesa Executivo como fundamental numa gestão ética, moral e transparente. (Assessoria CMM)