Olá, vizinho!
De Cezar Lima:
Você que está lendo, me diga: tem vizinhos e amizade com eles? Eu, de minha parte, sempre gostei de cultuar amizades com vizinhos e isto vem de berço, vendo o exemplo de meus falecidos pais. Moro na Domingos de Moraes – a “rua do Grupo Dr. Milton”. Minha vizinha ao lado de casa, é a querida “Vó Maria”, simpática e amorosa senhora e que recentemente perdeu seu companheiro, seu “Toninho Cestari”. Defronte, tenho a “dona Cida”, muito simpática e afável amiga de meus netinhos, sendo que o Augusto, a “ama de paixão” e ao lado da casa da Cida, meu vizinho, José Ramos Teixeira, o conhecido “Zé Difusora”, este, o tenho dentro do coração. Vem me visitar quase todos os dias e a gente coloca a conversa em dia e algumas vezes chega com “pão quentinho” e com uma porção de “farofa” que a sua esposa, dona Neide, fez com o maior carinho. Algumas vezes, atravesso a rua e lá estou na casa deles, para “filar” um cafezinho, feito no maior capricho. Naturalmente, tenho outros vizinhos e nem sei os seus nomes. A correria do dia a dia nos torna distantes. Geralmente saem bem cedo de suas casas e retornam a noite. Mal os vejo e nem sei se me vêem. Há a minha volta, outras casas que de tão fechadas, mais parecem prisões e naturalmente, esses, são para mim, completamente desconhecidos.Gosto de cultuar amizades e meu vizinho, seu Toninho, quando se foi, deixou um vazio danado. A saudade, invadiu a alma. E isto acontece em todo lugar, em toda a cidade. Ter vizinhos é coisa muito boa e alguns de tão bons, tornam-se membros da família da gente. Viva nossos bons vizinhos, palmas pra eles.
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