Devoradores de verbas da educação II
O esquema seria o seguinte: ‘Vendedores’, uma espécie de representantes comerciais, visitariam prefeitos em cidades menores ou secretários de Educação, e outros contatos, em cidades maiores oferecendo os ‘produtos’, que completariam o percentual legal dos gastos com educação. Apresentariam o ‘kit’ completo, com documentação para inexigibilidade de licitação, ou modelos de licitações dirigidas. Para facilitar a venda e conquistar a boa vontade dos contatos, presentes seriam oferecidos, em percentual que poderia chegar até 40% do valor gasto. Pouco importaria a utilidade do que está se adquirindo, DVDs, livros, o que conta neste esquema é completar o percentual da receita que deve ser aplicado em educação. Há quem diga que os golpistas usam técnica igual a do ‘conto do bilhete premiado’ e nele podem cair pessoas honestas que ocupam cargos nas secretarias de educação. Por esta razão é preciso que o Observatório Social, a Controladoria do Município, a Câmara e todos nós contribuintes fiquemos atentos para não deixar que os zelosos funcionários municipais, comissionados ou de carreira que tratem de compras na nossa Seduc, caiam neste golpe. Pente fino em todas as licitações e ou compras sem.
Akino Maringá, colaborador
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