Serviços sob controle

Li no Maringá Post que dos 28 operadores de voo da Torre de Controle do Aeroporto Regional de Maringá Silvio Name Júnior restaram oito em atividade.
A partir de hoje, a decisão para aproximação de pousos e decolagens passa a ser dos pilotos das aeronaves, e não mais da Torre de Controle. O chamado “procedimento de torre” foi substituído pelo “procedimento de rádio” das 18h às 24h. Das 4h às 18h as decisões permanecem sendo dos operadores de voo. Do ponto de vista operacional, segundo o superintendente do aeroporto, Fernando Rezende, a diferença básica é a prerrogativa de decisão sobre pousos e decolagens. “É importante deixar claro que todas as informações necessárias para a tomada de decisão são repassadas para os pilotos, que são preparados para isso. A Sala de Navegação Aérea e a Estação Meteorológica permanecem funcionando normalmente”, disse Rezende nesta manhã.
O desligamento dos 20 operadores se deu por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). Ocorre que 20 deles são militares aposentados pela Força Aérea Brasileira (FAB) e, por lei, não podem ter duas fontes públicas de vencimentos.Alguns dos profissionais afastados trabalhavam no aeroporto desde 2008, disse Rezende. No caso, além da aposentadoria da FAB, eles também recebiam salários da companhia pública de capital misto SBMG, que administra o aeroporto de Maringá. Segundo Rezende, os ‘procedimentos por rádio’ são utilizados em vários aeroporto do país. Citou os de Passo Fundo e Caxias do Sul, ambos no Rio Grande do Sul.Adiantou que a operacionalização da Torre de Controle será terceirizada por meio de licitação pública. O custo previamente estimado é de R$ 2,5 milhões por ano. “A situação atual é temporária, até que a licitação seja concluída”, observou. Um grupo de quatro profissionais de apoio do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II) está em Maringá há cerca de dez dias, para auxiliar nas operações da Torre de Controle do aeroporto.
Meu comentário (Akino): Salvo engano todos os controladores foram aprovados em concursos realizados pelas gestões Barros/Pupin e apenas dois ou três nomeados na gestão Ulisses/Scabora, nas de concursos anteriores. A demissão foi imposição do TCU, logo não há que se falar em incompetência da atual gestão. Vamos levantar o custo dos servidores exonerados e comparar com o valor de R$ 2,5 milhões anuais, previstos para a terceirização.
Akino Maringá, colaborador
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