Onde tá tu, Codes?

O primo pobre e o primo rico: Codes e Codem?

Quem procurar a composição do Conselho Municipal de Desenvolvimento Social (Codes) no portal da SAS – Secretaria de Assistência Social, Políticas sobre Drogas e Pessoa Idosa – não vai encontrar. Trata-se de um dos sete conselhos de controle da área atendida pela pasta, e responsável por “promover o diálogo entre os atores sociais e a formulação e avalição de política de desenvolvimento social”.

Os membros foram eleitos em 30 de junho, a prefeitura chegou a anunciar o pleito via Secretaria da Comunicação, mas o resultado não foi divulgado. Além da falta de publicação com os nomes dos eleitos, o único movimento para implementar o Codes foi a criação de um grupo de WhatsApp, “que nem para se darem bom dia e boa noite está servindo”.

Um descaso total e um verdadeiro apagão de interesse da gestão sobre o assunto, critica um observador. Criado em 2016 por li de autoria do então vereador Ulisses Maia (PSD), está prestes a completar 8 anos e ainda não saiu do papel.

A ideia à época era criar um conselho de desenvolvimento social para contrastar com a estrutura constrangedoramente agigantada que tem seu primo rico, o Codem – Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá -, criado em 1996 e que tem um grau tão distópico de poder próprio que chegou a assinar, como se fosse um poder paralelo, os banners que foram fixados no gradil da Câmara Municipal contrários a criação do dia da consciência negra. Até aqui, o primo pobre do Codem segue sendo só discurso pra pegar voto de esquerdista.

Foto: Brandão Filho e Paulo Gracindo/Reprodução/TV Globo