De Nassif sobre secretário estadual do Paraná: “Esse cara era para estar preso”
No programa Afinando A Notícia de ontem, do GGN, o jornalista Luis Nassif disse que o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros “é um assassino”, ao lembrar sua passagem pelo governo Michel Temer e pela compra, sem licitação, de medicamento sem eficácia para tratamento de câncer infantil. Barros, deputado federal licenciado e secretário de Indústria, Comércio e Serviços do governo Carlos Massa Ratinho Junior, na opinião de Nassif, deveria estar preso.
O apresentador Gustavo Conde leu uma pergunta de um espectador sobre o sumiço de Barros do noticiário. “Some do noticiário, o Ministério Público esquece. O Ricardo Barros tem morte nas costas. Ele foi o cara que pegou remédios de alta complexidade para tratar câncer de crianças, cancelou contratos para poder fazer compras sem licitação de remédios sem validade. Esse cara era para estar preso”, afirmou ao lembrar uma das polêmicas da passagem do maringaense pelo Ministério da Saúde. Nassif lembrou que o programa Fantástico, da Rede Globo, fez matéria a respeito da compra de medicamentos chineses sem eficácia para tratamento contra o câncer.
Ao citar o caso ele lembra que laboratório norte-americano confirmou a ineficácia do medicamento comprado sem licitação. “Ou seja, Ricardo Barros é um assassino e não acontece nada com ele. Pelo contrário, quando muda o governo, o pessoal que entra no Ministério da Saúde era seguidor dele”, comentou. Em agosto de 2021 o GGN detalhou em reportagem o que chamou de “amplo esquema de corrupção” chefiado pelo hoje secretário estadual. Também Cristina Serra, na Folha de S. Paulo, escreveu sobre o esquema em artigo intitulado “Barros e a morte como negócio“.
O jornalista Luis Nassif comparou a situação de Barros à do ex-ministro Eliseu Padilha, que morreu em março aos 77 anos. O ex-chefe da Casa Civil do governo Temer chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal acusado da prática dos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Confira o comentário:
*/ ?>
