Pesquisa aponta os principais problemas

Saúde, segurança e trânsito são apontados como os principais problemas a serem resolvidos em Maringá
De acordo com levantamento feito pela Ágili Pesquisas, de Londrina, encomendado pela Jovem Pan Maringá e Maringá News, para o maringaense os três principais problemas da cidade estão nas áreas da saúde, segurança e trânsito. A sondagem foi feita junto a 822 pessoas, entre 26 de setembro e 1º de outubro. Os primeiros resultados foram divulgados ontem, sobre a avaliação da administração.
A resposta foi espontânea à pergunta sobre o principal problema que precisa ser resolvido na cidade. Quase quatro em cada dez maringaenses apontam a saúde ou a segurança como o desafio
1º lugar: Saúde, com 19,5% das menções.
2º lugar: Segurança pública, com 18,2% dos entrevistados.
3º lugar: Trânsito, ponto citado por 7,7% dos moradores.
Ainda entre os problemas mais citados aparecem:
4º: Pavimentação asfáltica – 7,1%
5º: Moradores em situação de rua – 4,4%
6º: Arborização – 4,2%
7º: Educação – 3,3%
8º: Limpeza da cidade – 2,3%
9º: Transporte público – 2,3%
10º: Coleta de lixo -1,7%
Outros problemas (total das demais menções): 13,0%
Não sabe/não respondeu: 16,3%
Variação – A pesquisa mostra que a percepção dos problemas varia conforme o local onde a pessoa vive. A demanda por saúde é grande nos distritos, onde 42,9% dos entrevistados o citam como principal problema. O tema também é o mais citado na Zona Leste, com 26,9% das menções, e na Zona Sul, com 22,7%. Já o problema da segurança ganha maior destaque na Zona Leste, onde é o segundo maior problema com 23,9% das citações. No Centro, embora a saúde ainda lidere, a segurança aparece com peso de 20,3%. Já nos distritos, a segurança é o problema menos citado, com apenas 7,1%.
Analisando o perfil dos entrevistados, observa-se prioridades bem definidas:
• Saúde: O tema é a maior preocupação entre as mulheres, citado por 25,1% das entrevistadas, quase o dobro da preocupação masculina, que é de 13,8%.
• A preocupação com a saúde atinge seu pico entre aqueles com ensino fundamental (26,3%). Já a segurança tem a maior taxa de citação entre os que possuem ensino médio (21,1%).
Finalmente, a pesquisa mostra que 12,0% dos problemas citados estão espalhados em mais de 30 categorias menores, que vão desde desemprego e infraestrutura até alagamentos e o valor alto do IPTU – citação feita antes mesmo da aprovação da lei que aumentou o valor do imposto em cerca de 30%. 16,3% dos entrevistados optaram por não saber ou não responder, o que, em si, já é um dado relevante sobre a percepção pública.

A pesquisa da Ágili para a Jovem Pan Maringá e Maringá News perguntou também sobre quais áreas o contribuinte sente que a prefeitura está entregando o melhor trabalho. Os resultados da pesquisa revelam que, apesar de ser citada como o maior problema no questionamento anterior, a saúde é também a área em que a população mais reconhece o bom trabalho da administração, liderando com 28,7% das menções.
O reconhecimento do trabalho na saúde está diretamente ligado à idade. Os grupos mais velhos demonstram a maior aprovação:
O pico de reconhecimento está na faixa etária entre 45 e 59 anos, onde 35,4% dos entrevistados consideram a saúde o melhor trabalho da gestão. Em seguida, a população com 60 anos ou mais também mantém uma alta aprovação, com 30,6%. O menor reconhecimento, curiosamente, é da faixa etária de 35 a 44 anos, com 24,6%.
O reconhecimento geográfico também não é homogêneo:
• A Zona Leste é o bairro que mais aprova o trabalho na saúde, 32,8% das menções.
• O Centro segue com alta aprovação, em 30,8%.
• Já a Zona Oeste é a região mais crítica, com o menor índice de reconhecimento da cidade, registrando 23,3%.)
Na sequência do melhor trabalho realizado pela prefeitura vêm educação (21,8%), pavimentação asfáltica (16,7%), obras (16,5%) e coleta de lixo e limpeza da cidade (16,5%), demonstrando que a infraestrutura e a zeladoria são bem vistas por mais de um terço dos maringaenses. A segurança aparece em 6º lugar, com 16,3% de reconhecimento.
O esporte e lazer é reconhecido por 10,5%. O Incentivo para geração de emprego e renda atinge 9,6%. O transporte público e a cultura aparecem com 9,0% e 8,0%, respectivamente.
O reconhecimento muda de foco conforme a região:
Zona Sul: É a região que mais reconhece a Saúde, com 32,8% das citações, a taxa mais alta da cidade.
A Zona Norte: é onde a pavimentação asfáltica recebe o maior reconhecimento, com 24,7%.
Nos distritos e Iguatemi e Floriano a educação é reconhecida por 33,3% dos entrevistados.
Obras e pavimentação é o ponto de maior reconhecimento no Centro e na Zona Leste.
A pesquisa ainda traz um agrupamento de outras áreas, como moradia, mombate à dengue e assistência social, que somam 19,9% das menções de melhor trabalho. Cerca de 16,7% dos entrevistados optaram por não responder.

Outra pergunta, estimulada, foi sobre as áreas que o maringaense considera que a Prefeitura de Maringá deve tratar como prioridade (aqui houve duas opções de respostas para cada entrevistado). Mais de quatro em cada dez moradores apontam a saúde como a urgência número um.
Nesse cenário o resultado consolida os três pilares que precisam de ação imediata:
1º lugar: Saúde. 46,6% das citações.
2º lugar: Educação. 30,1%.
3º lugar: Segurança. É a terceira prioridade, citada por 26,2%.
No meio da tabela estão as prioridades urbanas do cotidiano:
• A pavimentação asfáltica aparece em 4º lugar, com 11,9% de prioridade.
• A coleta de lixo e limpeza da cidade ocupa o 5º, com 6,9%.
• E o transporte público, em 6º, com 6,3%.
Fechando as mais citadas estão ainda as preocupações sociais e de desenvolvimento: obras (5,0%), moradia (4,6%), geração de emprego e renda (4,6%) e assistência social (4,4%).
A análise dos grupos mostra quem mais exige prioridade em cada tema:
• Saúde: Prioridade feminina (51,3%) e de ensino médio (50%).
• Educação: Clamor das zonas periféricas, prioridade máxima nos distritos (35,7%) e na faixa etária de 35 a 44 anos (34,8%).
• Segurança: Os homens colocam a segurança na frente, citando-a com 29,9% de prioridade, mais do que a média geral.
As prioridades por região
• Zona Norte é a que mais exige saúde como prioridade, com 52,9%.
• Zona Oeste: Segurança e obras. Na Zona Oeste, a saúde lidera com 53,3%, mas a segurança e obras também têm um peso de 26,7% e 10,0%, respectivamente.
Analise final – O resultado desta pesquisa não é apenas um dado estatístico; é um paradoxo de gestão que exige uma análise cuidadosa por parte do poder público de Maringá principalmente na saúde que é o principal problema (19,5%), refletindo a insatisfação. No entanto, é também a melhor área (28,7%), reconhecendo que alguns serviços ainda funcionam.
A explicação para esse cenário é simples, mas desafiadora: a demanda por saúde é gigantesca e supera qualquer índice de aprovação. O volume crescente de usuários e a necessidade de serviços pressionam a gestão. Para realmente equilibrar o jogo, é crucial intensificar o trabalho e os investimentos para, finalmente, desafogar o atendimento de alta e média complexidade, onde as filas para cirurgias e consultas especializadas persistem. Em última análise, significa que a importância da Saúde é imensurável e deve, indiscutivelmente, dominar a agenda da prefeitura.
A pesquisa revela uma Maringá atenta, que não alivia a cobrança sobre as falhas. A mensagem final para os gestores é: saúde, segurança e educação são inegociáveis. O trabalho deve ser contínuo e a alocação de recursos deve ser agressiva nessas frentes. (Paulo Caetano)
Fotos: Arquivo
*/ ?>
