Nos corredores do Iguaçu


Vaidade, minha gente, é como champanhe quente. Sobe rápido à cabeça e termina em dor
Dizem nos corredores bem encerados do poder que toda corte tem seus excessos. Mas quando os criados do reino começam a atacar os aliados do próprio rei, algo cheira mal, e não é o perfume francês importado.
Em Curitiba, cochicha-se (alto) que cargos comissionados do Governo do Paraná têm se sentido livres para usar redes sociais como se fossem trincheiras pessoais. O alvo? Prefeitos da base do próprio governador. A pergunta que não quer calar, e que ecoa como taça quebrada no salão, é simples: pode isso, produção?
Se o governador não tem rédea curta sobre seus nomeados, quem teria? Ou será que o poder anda tão disperso que cada assessor virou um pequeno monarca digital, governando por likes e comentários raivosos?
Falemos de Maringá, claro. A gestão de Silvio Barros II não vive seus dias mais gloriosos, isso é fato conhecido até pelos garçons do cafezinho do Paço. Muito se comenta, pouco se explica. A Secom, dizem as más-línguas (e as boas também), resolveu brincar de clube do bolinha. Privilegia dois grandes veículos e ignora o restante da imprensa. Resultado? Rejeição crescente, mau humor generalizado e manchetes que grudam no prefeito como chiclete em salto fino.
Mas o que realmente chama atenção, e aqui Madame ajusta os óculos, é ver cargos comissionados da Secretaria de Planejamento e da Casa Civil atacando publicamente o irmão mais velho da família Barros. Críticas políticas, algumas até pertinentes, é verdade. Contudo, fica o aviso da etiqueta básica do poder: servidor nomeado não é massa de manobra eleitoral. Ou não deveria ser.
Enquanto isso, um ex-prefeito, daqueles que adoram um espelho, parece já desfilar em plena campanha antecipada, como quem entra no baile antes da orquestra afinar. Movido a likes, selfies e aplausos digitais, age como se nada tivesse aprendido com o passado, nem mesmo com o ex-marqueteiro de milhões, que garantiu a caras custas sua reeleição.
Vaidade, minha gente, é como champanhe quente. Sobe rápido à cabeça e termina em dor. Essa pressa toda pode acabar sendo um belo tiro no pé, disparado pelo próprio ego.
Nos bastidores, a pergunta é sussurrada entre um café e outro: quem está jogando contra quem? E mais importante, quem vai pagar a conta quando a festa acabar? Dizem por aí que a conta para alguns está chegando, e vem antes da próxima eleição municipal.
Madame observa. Madame anota.
E, como sempre, Madame Savage avisa: no jogo do poder, quem fala demais costuma cair primeiro.
Daquela que não teme por que não deve, Madame Savage.
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